Laerte Sabino, COO e sócio da Icaro Tech. Foto: Divulgação.

A Icaro Tech, empresa paulista especializada em software para gestão de operações, acaba de integrar funcionalidades de linguagem natural do Watson, da IBM, ao dashboard de indicadores.

O dashboard é um produto próprio da Icaro, no qual convergem gráficos sobre desempenho oriundos de diferentes soluções de gerenciamento de serviços de TI (ITSM, na sigla em inglês), tanto da IBM e BMC e de gestão de força de trabalho (WMF, na sigla em inglês) da ClickSoftware,  multinacionais das quais a empresa é parceira, assim como de outros players de mercado.

“Os clientes poderão fazer consultas por meio de texto através de um chatbot e obter informações sobre o status de sistemas e prazos para correções”, explica Laerte Sabino, COO e sócio da Icaro Tech.

A Icaro Tech tem relativamente poucos clientes do seu sistema de dashboard, cerca de 10, mas a lista inclui a maioria dos players importantes do setor de telecomunicações, como TIM, Claro, Nextel e Sky, por exemplo.

Para esse tipo de clientes, uma funcionalidade de consulta por linguagem natural ao status de operações supre uma necessidade real.

Empresas desse mercado raramente tiram de circulação redes baseadas em tecnologias antigas, ao mesmo tempo em que estão continuamente adotando novidades que permitam reduzir o custo dos investimentos, das quais o último grito são as chamadas redes definidas por software (SDN, na sigla em inglês).

Somado a isso está o esforço crescente das operadoras de telecomunicações por ter uma oferta corporativa completa, incluindo data centers e Internet das Coisas, o que agrega mais camadas de complexidade ao assunto.

“A linguagem natural é só a porta de entrada no mundo da computação cognitiva. Nossa ideia é seguir agregando mais e mais funcionalidades”, aponta Sabino.

Com escritórios em São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Miami, e projetos em 13 países, a Icaro Tech está apostando num público internacional para o produto, lançado nesta semana na Futurecom em São Paulo e no Gartner Symposium/ITxpo, em Orlando. 

A ferramenta também tem aderência para setores de energia, serviços financeiros e varejo, nos quais a companhia mantém clientes como Bradesco, Brasilprev, EDF e Magazine Luiza.

O uso do recurso de liguagem natural do Watson também foi a escolha da startup Mecasei para a criação da Meeka, assistente virtual para noivos.

Além desses casos, o setor financeiro é o que mais tem explorado as possibilidade do sistema cognitivo da IBM no Brasil.

Enquanto o Bradesco foi o primeiro cliente da solução na América Latina, o Banco do Brasil divulgou no CIAB, em junho, a criação de um centro de competência em computação cognitiva e um assistente inteligente para o app de internet banking.

A IBM não revela outros clientes do Watson no Brasil ou projeta metas para a solução nos próximos anos. 

* Maurício Renner cobre a Futurecom em São Paulo a convite da organização do evento.