Agência da Caixa. Foto: divulgação.

A Caixa Econômica Federal iniciou a segunda fase da implementação do SISAG (Sistema de Automação de Produtos e Serviços Bancários de Agência) em mais de 3,8 mil unidades próprias.

Desenvolvido em plataforma aberta em linguagem Java pela Diebold, vencedora da licitação em 2008, o sistema já  foi implantado até agora em mais de 2,3 mil agências.

O sistema será utilizado por todos os funcionários que estão envolvidos diretamente com o atendimento ao público, de gerentes aos caixas e funcionários de retaguarda. 

O SISAG substitui uma arquitetura proprietária não revelada pela Diebold em nota. 

“A grande vantagem do SISAG é que possui independência de plataformas, seja de hardware ou software, como sistemas operacionais, servidores de aplicação e sistemas de gerenciamento de bancos de dados”, explica Marco Aurélio Rodrigues, gerente de Suporte e Serviços Profissionais da Diebold Brasil. 

A expansão do SISAG mostra que ainda há espaço para software livre dentro do segundo maior banco público do Brasil, que em julho do ano passado anunciou uma virada na sua estratégia de tecnologia.

Até então 100% open source, a Caixa gastou R$ 112,09 milhões em produtos Microsoft, incluindo milhares de licenças da suíte de escritório Office, do serviço de e-mail Exchange, sistemas operacionais para servidores, soluções de comunicação Lync, Sharepoint, bancos de dados SQL e um longo etc.

Em nota enviada ao Baguete Diário, o banco afirmou que “apesar dos esforços da Caixa e dos fornecedores para suporte e consultoria, não foram alcançados resultados satisfatórios em inúmeros projetos estruturantes da plataforma baseada em soluções de software livre”.

Também é verdade que a Diebold é um dos maiores fornecedores da Caixa, com um porte bem maior do que constumam ter empresas especializadas em software livre. 

Ainda neste mês, a empresa fechou a venda de 6,5 mil terminais de autoatendimento (ATMs) para o banco por R$ 206,8 milhões.