Assembleia decide pelo final da greve. Foto: Sindppd-RS.

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Está envolta numa aura de mistério a primeira greve que se tem notícia em uma empresa privada de TI no Rio Grande do Sul, realizada na Stefanini em São Leopoldo.

Na quinta-feira, 13, o Sindppd-RS publicou em seu site que os funcionários da empresa haviam decidido terminar com a mobilização, mesmo com os termos do acordo ainda em negociação.

Uma semana depois, nesta quinta, 20, o sindicato fez uma nova publicação, celebrando a “vitória” da greve de quatro dias, mas sem revelar quais foram os termos do acordo.

“A proposta não foi tudo o que os ativistas esperavam, mas com certeza foi muito mais do que eles ganhariam caso ficassem esperando as costumeiras respostas negativas às reivindicações encaminhadas pelos trabalhadores”, se limita a informar a nota do sindicato.

A reportagem entrou em contato com o sindicato e Stefanini para obter os detalhes da proposta, mas não obteve retorno até o fechamento dessa matéria.

Não é fácil determinar também o tamanho que a mobilização efetivamente teve.

No primeiro dia de greve, o sindicato afirmou que a paralisação envolvia 90% dos funcionários. A Stefanini, por outra parte, disse que a mesma não havia prejudicado a entrega de serviços, sem mencionar números.

A foto mais clara publicada no site do sindicato mostra 36 pessoas em círculo na assembleia que decidiu o final da greve, sendo que não é possível distinguir quais seriam os funcionários da Stefanini, que emprega centenas de pessoas no local, e quais os representantes do sindicato.

O cenário inconclusivo se estende ao mercado como um todo.

O julgamento do dissídio da campanha salarial 2011/2012 do setor de TI do Rio Grande do Sul ficou para o ano que vem, depois que um desembargador pediu vistas ao processo no julgamento realizado na segunda-feira, 10.

Como a Justiça entra em recesso no período de 20 de dezembro até 6 de Janeiro isso significa que uma decisão só deve acontecer em 2013.

O Sindppd-RS pede 2% de aumento salarial real e redução da jornada de trabalho, hoje em 44h. Para a campanha 2012-13, a pedida passou a ser 5% de aumento real.

Já o Seprorgs oferece a inflação do período, alegando que os salários já estão pressionados em alta pela falta de mão de obra no setor.