PROBLEMAS

Rede Rio sobreaquece e cai

20/12/2017 09:54

Boa parte das universidades cariocas ficou sem acesso a Internet por 16 horas.

Ficou mais quente na Rede Rio do que na praia. Foto: Pixabay.

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Boa parte das universidades cariocas ficou sem acesso a Internet por 16 horas entre a segunda-feira, 18, e a terça, 19, depois de um superaquecimento dos equipamentos de refrigeração do laboratório de computação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, um dos cinco hubs da chamada Rede Rio, que interliga uma série de instituições de ensino e pesquisa no estado.

A responsabilidade pela manutenção do sistema de ar-condicionado que derrubou a internet é compartilhada entre o Laboratório Nacional de Computação Científica e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), ambos vinculados ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. 

Segundo informa o Globo, o problema afetou instituições como UFRJ, UFF, Uerj, UniRio, PUC e Uenf, além de centros de pesquisas, como Fiocruz e Faperj e hospitais como o Instituto Nacional do Câncer (INCa), o Instituto de Traumato-Ortopedia (Into) e o Instituto Estadual do Cérebro. 

Em declarações ao Globo, os responsáveis pelo laboratório atribuíram o aquecimento à falta de manutenção, causada pelo corte de verbas do governo federal. A temperatura no local chegou a 50 graus.

A solução emergencial foi quebrar as janelas para permitir a entrada de ar. Depois, foi feita a instalação de um ar-condicionado externo que foi alugado por um mês. 

É nesse laboratório que está instalado o Ponto de Presença no Estado (PoP-RJ) da RNP, que fornece a infraestrutura de internet (inclusive de fibra ótica) para a Rede Rio. 

A Rede Rio foi criada em 1992, sendo responsável pela introdução da Internet no Brasil, e funciona por comitê gestor, do qual participam os governos federal e estadual, além da prefeitura do Rio. 

Segundo o responsável pela operação da Rede Rio, Márcio Pontes de Albuquerque, o estado do Rio de Janeiro é responsável por manter dispositivos como roteadores e comutadores, espalhados pelas instituições. 

Quebrado, o governo carioca não pagaria a manutenção dos equipamentos há dois anos.

A reportagem do Globo procurou a Proderj, estatal de processamento de dados carioca, que disse que não é responsabilidade sua cuidar desse equipamentos e que tem sua própria rede.

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