LITEOS

Huawei lança plataforma própria para IoT

21/05/2015 09:44

Huawei lança sistema para Internet das Coisas. Foto: divulgação.

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A Huawei, fabricante chinesa de equipamentos para telecomunicação, anunciou nesta quarta-feira, 21, o lançamento de uma plataforma própria e aberta para a adoção da Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês).

O LiteOS, destinado ao mercado global, tem o objetivo de ajudar vendedores e desenvolvedores a entrar no emergente mercado da IoT, mirando segmentos como carros, casas, wearables e outros ambientes que podem ser conectados no futuro.

Conhecida por seus produtos de telefonia, a Huawei quer ter a sua fatia no bolo da Internet das Coisas. Conforme apontam analistas, cerca de 100 bilhões de dispositivos estarão conectados à web até 2025.

Segundo destaca a PC World norte-americana, o sistema é leve, ocupando cerca de 10 kilobytes, o que exige pouca energia para rodar nos dispositivos em que estiver instalado, incluindo aí microcontroladores e processadores ARM Cortex.

De acordo com analistas, a tecnologia pode finalmente possibilitar a criação de utensílios domésticos e equipamentos industriais conectados a um custo mais baixo, um impulso importante para o mercado de IoT.

O LiteOS pode ser controlado remotamente, assim como pode funcionar coletando dados de uso dos dispositivos. Além disso, ele pode ser instalado em aparelhos já rodando o Android OS, do Google, conectando com outros dispositivos desenvolvidos por terceiros.

Para especialistas, a chegada do Liteos pode ser um catalisador para o desenvolvimento de hardware inteligente para a IoT, e seu preço e tamanho pode ser um atrativo para ganhar tração no mercado.

Entretanto, ainda existe um impase de padronização para estas tecnologias, com concorrentes surgindo tanto no oriente - caso da Huawei e outras empresas como Baidu e Alibaba - assim como no ocidente, com marcas como Google, Cisco (rival da Huawei), HP, entre outras.

Já existem três consórcios de empresas de TI, cada um com meia dúzia de nomes de grande porte no barco e uma mesma meta: criar um padrão de mercado dominante ainda não existente no momento para esse mercado emergente.

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