O novo Levi's Stadium. Foto: divulgação.

Depois da Copa do Mundo e com a chegada de novos sistemas de gestão para clubes como foi anunciado pelo Grêmio na semana passada, o torcedor brasileiro está vivenciando uma nova realidade de conforto em seus estádios de futebol, certo? Errado. O recém-inaugurado Levi's Stadium, na Califórnia, mostra que tecnologia para estádios nas terras canarinhas ainda está longe do que pode ser feito.

Nova casa dos San Francisco 49ers, o estádio fica em Santa Clara, a 70 km de São Francisco e no coração no Vale do Silício, uma oportunidade de transformar o local em um showcase tecnológico.

Um investimento de US$ 1,3 bilhão, o estácio tem capacidade para 75 mil torcedores a partir desta temporada da NFL, que começa em agosto. Construído em cerca de dois anos, o estádio tem como parceiros tecnológicos empresas como Intel, Sony, Citrix, ComCast e Yahoo.

Na parte de inovação o Levi's Stadium oferece de início um link de 40 Gbps de Wi-Fi para os torcedores presentes, assim como mais de mil pontos de acessos.

Com este acesso à web, em uma velocidade cerca de quarenta vezes maior que a média na maioria dos estádios, os torcedores podem comprar ingressos, lanches e assistir replays e estatísticas de jogo por um app específico.

Além disso, segundo mostra o TechCrunch, ao redor do estádio o torcedor pode acompanhar o jogo em centenas de telões espalhados pelas áreas comuns do local, garantindo que não percam os lances mesmo longe de seus assentos.

No Brasil, a Copa do Mundo serviu para aperfeiçoar muitos dos atrasados estádios no país. No entanto, na parte tecnológica muitos ainda ficaram devendo. Acessos Wi-Fi, apps, bilhetagem facilitada. Estes conceitos ainda estão engatinhando.

Na semana passada, o Grêmio sugeriu um futuro nestes moldes ao adotar tecnologias da alemã SAP para rodar aplicações no clube. Além da parte de futebol, a gestão do clube será baseada no banco de dados em memória Hana.

Segundo dirigentes do clube, o plano é chegar no nível tecnológico de outros clubes que usam soluções da multinacional alemã de maneira plena, como o clube alemão Hoffenheim e o time de hóquei San Jose Sharks, que implantaram recursos de última geração em suas arenas.

Para Romildo Bolzan, vice-presidente do clube, um futuro de gestão unificada desde a administração até o torcedor, passando pela Arena, depende também da situação do clube com o estádio, atualmente administrado pela OAS e que usa um ERP diferente (Totvs).

"Se acontecer de o Grêmio assumir o controle da Arena, daí entraremos em uma nova conversa", respondeu de forma direta Bolzan, fazendo referência ao plano do presidente gremista Fábio Koff para reunir investidores para comprar os direitos da Arena junto à OAS.

Ao ver exemplos como o Levi's Stadium e a SAP Arena, em San Jose, é possível ver que o futuro já está presente em muitas arenas esportivas ao redor do mundo. Resta saber quando elas chegarão por aqui.