Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil.

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O Conexis Brasil Digital, sindicato do setor de telecomunicações, informou que foram registradas 96 mil ocorrências de crimes de furto e roubo de cabos de cobre no Brasil em 2020, alta de 34% em comparação com o ano anterior.

Os fios roubados equivalem a uma extensão de 4,6 mil quilômetros (alta de 16%) e os furtos afetaram 6,7 milhões de usuários, o dobro do aumento de cabos roubados — o que pode indicar que os furtos estão acontecendo em áreas com maior densidade de usuários.

Para o mercado de telecom, os crimes significaram uma perda de aproximadamente R$ 1 bilhão e têm causado um apagão de telecomunicações e danos às pessoas e empresas que dependem dos serviços.

Em um caso recente, o G1 relatou que criminosos furtaram mais de 200 metros de cabos no setor Vila Nova, em Gurupi, região sul do Tocantins, deixando centenas de moradores sem telefone e internet. Isso levou funcionários da empresa de telefonia a ir ao local refazer a rede.

Para ajudar no problema, Vivien Mello Suruagy, presidente da Federação Nacional de Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e de Informática (Feninfra) defende a aprovação ágil dos projetos de lei 5.845 e 5.846, ambos de 2016.

Embora os crimes de furto e roubo já sejam tipificados no Código Penal brasileiro, a primeira proposta prevê sua alteração, estipulando pena de três a oito anos de reclusão para casos envolvendo cabos de cobre e equipamentos de telecomunicações.

O segundo projeto de lei estabelece sanção penal para qualquer atividade exercida com a utilização de equipamentos e cabos obtidos por meio criminoso, inibindo, assim, a receptação. 

"Esperamos a aprovação dos dois projetos, com a expectativa de que possam intimidar esses criminosos, que tantos prejuízos têm causado aos usuários, às operadoras e ao Brasil", afirma Suruagy.