Marvio Portela, vice-presidente executivo do SAS para América Latina.

O SAS, multinacional de soluções de análises de dados, reestrutrou sua operação no Brasil, ao eliminar o posto de presidente, colocando dois diretores para reportar diretamente para o vice presidente da América Latina da empresa.

Com a mudança, sai da empresa Cássio Pantaleoni, que respondia há três anos como country manager do SAS Brasil. Pantaleoni estava na sua segunda passagem pelo SAS, no qual já havia trabalhado entre 2008 e 2014.

Os diretores André Novo e Luiz Riscado, que dividem entre si as diferentes verticais de mercado nas quais o SAS atua, passam a responder diretamente para Marvio Portela, vice-presidente executivo do SAS para América Latina.

Novo e Riscado tem 10 anos de SAS e mais de 40 anos de mercado entre os dois. Portela foi contratado em 2015, mas essa é a sua segunda passagem pelo SAS, onde foi diretor de vendas no Brasil entre 2010 e 2013.

“Com o novo modelo, os diretores passam a reportar diretamente a mim, reduzindo um degrau na hierarquia global e aproximando ainda mais a operação brasileira das decisões estratégicas e incrementando o foco em segmentos de indústria”, afirma Portela.

É possível encarar as coisas como está colocando Portela, mas também é possível concluir que a operação brasileira perde um posto de prestígio e passa a ser gerido no mesmo grupo que outros países latino americanos.

O SAS está no Brasil desde 1996, com escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

A decisão de trabalhar sem um country manager é comum, mas também não chega a ser rara.

Sem ir muito longe, a Keyrus, uma multinacional francesa que trabalha com diferentes softwares de análise de dados, funciona da mesma forma no Brasil, com três diretores respondendo a um executivo com atribuições em nível latino americano.