Primeiro a IBM integrou a Scopus, agora separou.

A IBM mudou sua estratégia para serviços no país, colocando esse tipo de operações sob o controle de uma companhia independente, a Proxxi.

A nova companhia é basicamente o negócio de suporte e manutenção de hardware e software da Scopus, empresa controlada pelo Bradesco, adquirido pela IBM em 2014.

Pelo visto, a IBM desistiu de incorporar o negócio Scopus dentro da sua operação, o que era a estratégia anunciada quando da compra e deveria ser concluída até o final do ano passado.

Em uma entrevista ao Valor em dezembro de 2014, Rodrigo Kede, então presidente da Big Blue no Brasil, chegou a colocar suas fichas no negócio Scopus como uma das apostas para 2015.

A nova Proxxi será comandada por Carlos Jorge Dias Goncalves, umn executivo de Serviços de Manutenção e Suporte Técnico da IBM.

“Ao combinarmos nossos conhecimentos, experiência e valores adquiridos da antiga Scopus Tecnologia com os da IBM, temos como objetivo fazer dessa empresa uma referência em entrega de serviços de TI e satisfação do cliente”, comentou Carlos Jorge Gonçalves, Diretor da Proxxi Tecnologia.

A Proxxi nasce com atuação em todas as cidades brasileiras e mais de 140 pontos próprios de atendimento. Em nota, a empresa afirma que “opera de acordo com as diretrizes da IBM, mas com equipe própria para a entrega dos serviços e a gestão do seu negócio”.

Na época da compra, a parte da operação da Scopus comprada pela IBM do Bradesco tinha 2,4 mil funcionários, 100 clientes, incluindo redes de varejo e operadoras de telecomunicações e um faturamento de R$ 400 milhões.

A decisão de desmembrar a Scopus da IBM acontece alguns meses depois da volta de Rodrigo Kede como gerente geral da empresa na América Latina, depois de uma passagem de seis meses pela Totvs.

Em agosto, a companhia promoveu uma grande reestruturação no seu quadro executivo no país, com o reposicionamento de nada menos que 15 profissionais.

É difícil seguir a movimentação do organograma da IBM, mas não é difícil entender o objetivo por trás. Já faz algum tempo, a companhia vem deixando negócios legados para trás, começando com algumas linhas de hardware.

O foco agora é em soluções de análise de dados, computação em nuvem e computação cognitiva com a nova plataforma Watson, o que é martelado constantemente pela empresa.

Nesse sentido, o mais surpreendente não é a decisão de separar o negócio Scopus da empresa, mas a aquisição ter sido feita no primeiro lugar.