Affonso Nina, CEO do grupo SONDA no Brasil.

A Sonda acaba de fechar a aquisição da M2M, empresa que é uma das maiores fornecedoras de soluções de monitoramento de frotas para o setor de transporte público do Brasil, por R$ 43 milhões.

A M2M tem um pacote de produtos para gestão integral de frota e informação ao usuário, planejamento e gestão de viagem, controle de acesso de passageiros e telemetria.

Com clientes em 14 estados, a empresa possui sede no Rio de Janeiro e escritórios em São Paulo e Fortaleza, além de ter presença no exterior por meio de parceiros de negócios (Argentina, Chile, Colômbia, Guatemala, México, Portugal).

O tamanho do mercado de frotas no Brasil gira em torno de 115 mil veículos. 

A M2M Solutions conta com mais de 1 mil ônibus BRT monitorados no Rio de Janeiro, Belém e Fortaleza, a primeira capital a ter 100% dos ônibus monitorados.

Além disso, são mais de 550 painéis de previsão integrados nas estações, 20 mil veículos monitorados no Brasil e exterior e 6 mil veículos integrados com bilhetagem.

Em julho do ano passado, a M2M trouxe um executivo de fora para presidir a empresa: Marcio Mattos, ex-CEO no país da Avaya e da BMC.

Mattos deve ter saído da empresa no meio tempo, porque no release da Sonda sobre sua aquisição, Alexandre Fleck é citado como presidente da M2M.

É possível que a empresa tenha tentado um caminho de crescimento com a chegada de Mattos, para finalmente decidir-se por vender o negócio para uma empresa maior e se colocar em outro patamar frente aos concorrentes.

“Ganhamos a musculatura necessária para uma nova fase de serviços tecnológicos em mobilidade urbana para os grandes projetos no Brasil e na América Latina. Será uma grande mudança de paradigma que trazemos para o mercado", comenta Fleck.

A aquisição faz parte do plano estratégico trienal da Sonda 2019-2021, no qual se destacam os segmentos foco para a América Latina: transporte, varejo, serviços financeiros e governo.

A M2M é um tipo de aquisição um pouco diferente para a Sonda. A empresa chilena está comprando companhias no Brasil desde 2005, quando comprou a Procwork, um importante player SAP na época.

Desde então ela vem enfileirando aquisições, mas sempre de companhias especializadas mais em tecnologias do que em segmentos de mercados particulares.

É o caso da Telsinc, focada em tecnologia Cisco, da CTIS, um grande integrador de software para o governo, ou ainda o data center ativas, a última grande compra no país, em 2016.

"Esta aquisição é uma oportunidade para acelerar o crescimento de nossas soluções de transporte e mobilidade urbana no Brasil", explica Affonso Nina, CEO do grupo SONDA no Brasil.

No Brasil, a Sonda mantém escritórios próprios nos 26 estados brasileiros, com mais de 8 mil colaboradores e 700 clientes. A empresa conta com seis Centros de Serviços, dois Centros de Inovação e três data centers. 

A Sonda voltou a crescer no ano passado, alcançando um faturamento de US$ 1,36 bilhão, uma alta de 12% frente aos resultados de 2016. Mais ou menos um terço é oriundo do Brasil.

O resultado coloca a empresa de volta nos trilhos, depois de um 2016 ruim, no qual a companhia teve uma queda de 8,4%, criada pela recessão econômica no Brasil e a valorização do peso chileno frente às outras moedas da região.