Guilherme Studart, CEO da Delfos. Foto: Divulgação.

A Delfos, startup cearense do setor elétrico, acaba de fechar uma captação de R$ 1,5 milhão com o objetivo de aprimorar soluções de inteligência artificial para previsão de falhas. 

O investimento foi o primeiro do EDP Ventures Brasil, veículo de investimentos de capital de risco do Grupo EDP, acabou de realizar seu primeiro aporte financeiro numa startup do mercado elétrico brasileiro. BMG UpTech e Bossa Nova Investimentos também são parceiros do negócio

A cearense Delfos vai utilizar o aporte para finalizar o desenvolvimento de uma solução de inteligência artificial aplicada à manutenção preditiva de usinas de geração de energia. 

“Escolhemos a Delfos para receber o primeiro aporte da EDP Ventures Brasil por acreditarmos que essa solução brasileira tem um grande potencial de crescimento no mercado de energias renováveis local e global. Queremos investir para alavancar o desenvolvimento de tecnologias criadas no Brasil e que tenham qualidade para ganhar o mundo”, afirma Cassio Vidigal, head da empresa de Venture Capital da EDP.

A Delfos iniciou sua relação com a EDP em 2016, ao vencer o concurso de startups EDP Open Innovation, e receber um investimento de € 50 mil para o desenvolvimento de um sistema de previsão de falhas em turbinas eólicas. 

Na ocasião, o administrador Guilherme Studart e o engenheiro Samuel Lima criaram um modelo de cruzamento de dados capaz de antecipar o desgaste dos componentes e recomendar a manutenção preventiva dos equipamentos.

Durante esse período, a startup passou por todos os processos de mentoria da EDP e conquistou grandes clientes no país, encerrando o ano de 2018 com o total de 1,04 GW (gigawatts) de ativos monitorados, mais do que o dobro do total monitorado em 2017 (0,4 GW). 

“O apoio da EDP impulsionou a forma de atuação da Delfos no mercado. Nossa solução tem como objetivo otimizar a produtividade dos insumos de energias renováveis. Queremos expandir nosso negócio por meio do uso da Inteligência Artificial na Indústria”, destaca Guilherme Studart, CEO da Delfos.    

Com o aporte da EDP Ventures Brasil, BMG UpTech e Bossa Nova, a startup pretende agora consolidar a robustez da plataforma, aumentando a escalabilidade, além de aperfeiçoar a confiabilidade dos dados, tornando o sistema capaz de operar em tempo real e gerando um clone virtual para a captação de possíveis falhas.

No início de 2018, a Delfos desenvolveu um projeto-piloto com a EDP Renováveis em um complexo eólico na Bélgica. O modelo de previsão de falhas, testado em 11 turbinas, aumentou sua capacidade de análise e melhorou a habilidade de tratar dados.

Além de investimento direto, a empresa de Venture Capital da EDP oferece apoio financeiro para a realização de projetos-piloto, acesso às áreas de negócio e ativos do Grupo EDP e seus parceiros em 14 países e também o acompanhamento de uma rede de incubadoras, aceleradoras e investidores brasileiros e internacionais.

O Grupo EDP possui uma estratégia global de Corporate Venture. Por meio de um veículo semelhante existente em Portugal desde 2008, a EDP já investiu mais de € 30 milhões em 22 startups.

Com mais de 20 anos de atuação, a EDP opera em toda a cadeia de valor do setor elétrico. A companhia, que tem mais de 10 mil colaboradores diretos e terceirizados, atua em Geração, Distribuição, Transmissão, Comercialização e Serviços de Energia. 

A empresa possui seis unidades de geração hidrelétrica e uma termelétrica, e atende cerca de 3,4 milhões de clientes pelas suas distribuidoras em São Paulo e no Espírito Santo. Recentemente, tornou-se a principal acionista da CELESC, em Santa Catarina.