Profissional freelancer decide trabalhar de pé descalço no meio da rua. Foto: Pexels.

O LinkedIn está desenvolvendo um novo serviço chamado Marketplaces, focado em intermediar a contratação de profissionais autônomos, conhecidos como freelancers, ou, carinhosamente, freelas.

Pelo menos, é o que garante o bem informado site The Information, citando fontes internas. 

A nova aplicação, a ser lançada até setembro, deve ajudar a contratar profissionais de colarinho branco em nichos como desenvolvimento de software e contadores, competindo com companhias de nicho como Upwork e Fiverr. Das duas, só o Fiverr está no Brasil desde o final do ano passado.

O Marketplaces é uma tacada da Microsoft, que pagou US$ 26,2 bilhões pelo Linkedin em 2016, uma das maiores compras no setor de tecnologia em todos os tempos.

A rede social tem hoje 740 milhões de usuários e gerou uma receita de US$ 8,8 bilhões em 2020, uma alta de 20% frente a 2019, principalmente com assinaturas de planos especiais e anúncios de vagas de emprego.

É um volume bem maior do que a Upwork e Fiverr, que faturaram juntas US$ 550 milhões, uma alta de 37%, cobrando fees sobre contratos de trabalho freelancer intermediado pelas suas plataformas (27% e 13%, respectivamente).

As novas condições sociais geradas pela pandemia jogam um papel nos planos do Linkedin.

Em uma nota enviada ao The Information, a rede social afirma que notou um aumento do número de usuários que colocaram o aviso “open for business” nos seus perfis, um sinal de que negócios já são fechados na plataforma.

“No futuro vamos construir novas maneiras de compartilhar os serviços que você poderia vender através do seu perfil no LinkedIn”, afirma a nota, reconhecendo indiretamente planos para algo como o Marketplace.

De acordo com o The Information, as funcionalidades do novo serviço do LinkedIn incluem comparar preços, divulgar propostas de trabalho e dar nota para os prestadores de serviço.

O Marketplaces seria um substituto para o ProFinder, um serviço que permite contratar freelancer, mas sem maiores funcionalidades de busca e comparação. O ProFinder custa US$ 60 por mês e nunca decolou.