Jorge Moncau. Foto: divulgação/Adriano Barros.

A ASUS, multinacional taiwanesa de computadores, quer incrementar sua participação no mercado corporativo brasileiro, hoje situada em tímidos 10%, para algo mais próximo da média do mercado, em torno dos 30%. 

O primeiro passo para isso é homologar seus produtos junto a IBM, garantindo o suporte da gigante, o que a companhia espera conseguir ainda este ano, revela Jorge Moncau, gerente de produtos da ASUS.

O maior endosso da IBM é para a Lenovo, que afinal é dona desde 2004 da área de PCs e no ano passado assumiu parte do negócio de servidores da Big Blue.

Mas como parte do seu reposicionamento na área de serviços, a IBM também tem acordos similares com uma variedade de fabricantes, indo desde a brasileira Positivo até a Apple.

A oferta conta com serviços como integração, gerenciamento, implantação de novos sistemas alinhados aos desktops, notebooks e tablets dos parceiros.

“Vamos trabalhar mais próximo de dois ou três distribuidores para aumentar a chegada do produto no cliente empresarial”, explica Moncau, agregando que a empresa dobrou o porfólio focado nas empresas.

O mercado de PCs está em queda (no ano passado, de 26%, segundo dados do IDC) mas ainda movimenta um número importante de máquinas em termos absolutos: no ano passado foram vendidos 10,3 milhões de computadores.

Além disso, a diminuição das vendas parece ter estancado, com uma previsão de queda de apenas 3% para 2015.

Não existe um líder isolado. De acordo com dados do IT Data, no momento a Positivo está a frente em participação, com 17% do total. Atrás vem emboladas a Dell, Lenovo, Acer, Samsung e ASUS.

A Dell está na frente do segundo pelotão e ASUS no final, mas a distância não é grande: apenas três pontos percentuais entre os 14% da primeira e os 11% da segunda.

Moncau veio da concorrente Lenovo, onde passou quase sete anos, período no qual a multinacional chinesa chegou a assumir a liderança do mercado brasileiro de PCs e tem entre suas metas, entre outras coisas, aumentar as vendas corporativas.

De acordo com Marcel Campos, gerente de marketing e produtos da ASUS. Na companhia há seis anos, Campos é o portavoz da multinacional no país, a companhia opera com uma estrutura mais enxuta do que seus concorrentes, o que pode contar pontos em um momento de turbulência.

Com a situação do dólar, que no primeiro trimestre disparou mais de 30%, batendo na casa dos R$ 3,30 a indústria de PCs como um todo se viu em um aperto.

Com mais de 90% dos componentes importados (as máquinas são apenas montadas por aqui para garantir os incentivos fiscais para fabricação local) o mercado de PCs é umbilicalmente ligado ao dólar, e, com a instabilidade atual da moedas, as empresas precisam agir rápido.

“Entre eu e o CEO da empresa em Taiwan existem duas camadas. Existem concorrentes no qual esse número pode ser uma dezena”, comenta Campos.

Maurício Renner viajou a São Paulo a convite da ASUS.