Também não foi possível confirmar nenhum benefício no tratamento da doença. Foto: Pexels.

A The Lancet, revista científica britânica especializada em medicina, divulgou nesta sexta-feira, 22, um estudo que revela risco de morte por conta do uso da hidroxicloroquina e da cloroquina em pacientes infectados com o coronavírus. 

Entre 20 de dezembro de 2019 e 14 de abril de 2020, 96.032 pacientes com coronavírus  foram observados em 671 hospitais de todo o mundo.

Na pesquisa, cerca de 15 mil deles receberam um dos tratamentos dentro de 48 horas após o diagnóstico, enquanto outros 81 mil não fizeram uso das formulações.

Foram excluídos do estudo pacientes que estavam em ventilação mecânica, bem como aqueles que receberam um outro antiviral chamado Remdesivir.

Segundo os resultados apresentado nas The Lancet, as pessoas que utilizaram os medicamentos apresentaram maior probabilidade de ter ritmos cardíacos anormais e também se apresentaram como mais propensas a morrer.

“Cada um desses esquemas medicamentosos foi associado à diminuição da sobrevida hospitalar e a um aumento da frequência de arritmias ventriculares quando usado no tratamento da Covid-19”, disse o estudo.

A publicação ainda aponta que não foi possível confirmar nenhum benefício, tanto da hidroxicloroquina quanto da cloroquina, no tratamento da doença.

O estudo foi observacional, o que significa que os pacientes não foram escolhidos aleatoriamente para receber o medicamento ou não.

Não se tratam se evidências definitivas sobre a segurança e a eficácia de medicamentos, mas os autores da pesquisa recomendaram que eles não sejam usados ​​fora dos ensaios clínicos e disseram que estudos cuidadosamente controlados eram urgentemente necessários.