Alessandro Buonopane, diretor de vendas da GFT Brasil. Foto: Divulgação.

A Serasa Experian, empresa de análises e informações para decisões de crédito, contratou a GFT, especializada em soluções digitais para o setor financeiro, para implementar a ferramenta Kofax Total Agility (KTA) de BPM (Business Process Management).

O projeto foi relacionado à construção de uma plataforma centralizada da Serasa Experian para apoiar os processos da operação de dados negativos da empresa denominada internamente Concentre, que é regulamentada por requisitos legais e inclui a recepção de documentos, captura de dados, análise e execução de atividades, como ordens judiciais.

Com o BPM, a empresa buscou tornar o processo flexível e gerenciado, para executar automaticamente a captura, digitalização, transformação e consumo de dados.

“Substituímos os antigos e desatualizados sistemas que eram conectados por um grande número de integrações, gerando instabilidades e um elevado número de incidentes e possíveis vulnerabilidades de segurança interna, por uma plataforma na qual a área pudesse desenvolver de forma sustentável”, pontua Alessandro Buonopane, diretor de vendas da GFT Brasil.

O primeiro macroprocesso implementado foi a digitalização, visto que foi uma pré-condição para os demais e garantiu o fim da circulação física do papel. 

Na sequência, estão em implantação os demais processos, como Monitore, Ofícios, Protestos, Ações, Facon (Falências e Concordatas) e Serasajud (Integração com os principais tribunais), que devem ser concluídos até novembro de 2017. 

Ao todo, o projeto envolveu um investimento de US$ 4 milhões.

Hoje, algumas outras áreas já estão se beneficiando da plataforma de BPM e desenvolveram seus projetos, como o Projeto ACI Centralizado da unidade de negócios e-ID, que visou centralizar em apenas uma equipe e em um único lugar o processo de certificação digital da conferência (processo ACI).

Já a OCR (Optical Character Recognition) de Balanços passou a converter os dados extraídos de demonstrativos financeiros, buscando melhor eficiência operacional, diminuição dos custos com o fornecedor atual e migração tecnológica. 

“Uma das vantagens competitivas da ferramenta adquirida (KTA) é que ela fornece inteligência na captura e OCR’s, além de sua simplicidade no desenvolvimento de fluxos simples de BPM”, pontua Buonopane.

De acordo com o vice-presidente de Tecnologia da Informação da Serasa Experian, Lisias Lauretti, o projeto é considerado um estratégico e de alta visibilidade junto ao board da Serasa, pois trabalha com a digitalização de processos para construir uma plataforma centralizada.

O projeto deverá consumir aproximadamente 40 mil horas de código em 16 meses de execução. Ao todo, cerca de 45 grandes processos de negócio e 30 processos sistêmicos de integração serão envolvidos.

A GFT registrou um aumento de 157% em seu faturamento no Brasil em 2016, a maior alta entre as unidades do grupo no mundo. Globalmente, a receita da empresa aumentou 13% na comparação com 2015, chegando a  € 422,56 milhões.