CIA fecha com nuvem da AWS. Foto: divulgação.

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A Amazon Web Services desbancou a IBM na disputa por um contrato de serviço em nuvem para a Agência Central de Inteligência norte-americana (CIA), no valor de US$ 600 milhões.

A escolha da CIA pelos serviços da Amazon chega como um sinal de novos tempos, segundo destaca o Business Insider. Em outra época, a IBM seria uma escolha indiscutível para levar o serviço.

No entanto, o crescimento da Amazon nos serviços de nuvem para ambientes corporativos mostra que o cenário é outro, e mesmo um nome consagrado por décadas como o da IBM está sujeito à concorrência de nomes emergentes.

"A gigante do e-commerce está se tornando uma força no crescente negócio de computação em nuvem, a ponto de ganhar o apoio da principal agência de espionagem norte-americana", destacou o Business Insider.

De acordo com analistas, o aumento da participação da AWS em meio a grandes empresas e órgãos governamentais possivelmente está empurrando o faturamento da Amazon a um novo patamar, com crescimento e lucro maior do que sua operação de varejo.

"AWS é um dos principais argumentos para a valorização das ações da Amazon. Investidores de TI e software estão cientes disso e tentam avaliar o tamanho da empresa, e qual o impacto dela em seus setores", afirma Ron Josey, analista da JMP Securities.

Desde 2006 no mercado, a Amazon está conquistando clientes significativos como Samsung, Pfizer e NASA. No Brasil, a AWS conta com nomes como Globo e Igreja Universal, por exemplo.

Gigantes estabelecidas do ramo, como IBM e Oracle, estão atentas a isso. Um exemplo desta movimentação para resistir ao crescimento da AWS é o da Oracle, que se uniu aos rivais Microsoft and Salesforce.com para fortalecer seus produtos.

"AWS está causando um impacto sensível na TI, e grandes empresas como IBM estão reagindo a isso agora", diz Colby Synesael, analista da Cowen & Co.