Foto: monticello / shutterstock

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A Teclógica,de Blumenau, entregou um projeto de gestão de pessoas e TV Corporativa para o Biografia Vila Mariana, um prédio de 26 andares atualmente em finalização pela Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR) na Vila Mariana, bairro classe alta de São Paulo.

A primeira fase do projeto consistiu na integração do banco de dados da OR, que foi formatado para gestão do pessoal e checagem de exames médicos e treinamentos imprescindíveis para a realização de determinados trabalhos no canteiro de obras. 

Para esta atividade foi utilizado o módulo de Segurança do Mobuss Construção, plataforma de mobilidade focada neste segmento. 

A seguir, essa inteligência foi inserida em catracas eletrônicas, que foram alocadas nas portarias do empreendimento. Um sistema de biometria passou a garantir a identificação dos profissionais através de dupla checagem, com o uso do crachá e pela leitura biométrica.

“Agora, temos um controle mais preciso dos integrantes diretos e terceirizados, evitando o acesso indevido de pessoas no canteiro, reduzindo a possibilidade de acidentes e outras situações indesejadas”, afirma Wellington Longo, Gerente de Construção da OR.

Outro aspecto positivo é o fato de que é possível acompanhar diariamente o andamento efetivo da obra filtrando a informação por dados como cargo, empreiteira, entre outras, o que auxilia no planejamento e na medição da produção. 

“Já contávamos com esse tipo de controle, porém ele era feito manualmente. Se antes demorávamos para localizar um documento, agora podemos fazê-lo em minutos”, comenta Longo.

Por sua vez, a TV Corporativa substituiu os murais de cortiça por 10 monitores em áreas comuns, como no café, refeitório, grêmio, além das salas internas de engenharia. 

Em nota, a Tecnológica afirma que, com o sucesso das iniciativas, a perspectiva é de que as soluções sejam implementadas em outros empreendimentos da OR.

A expansão dependerá do boca a boca entre os administradores da Odebrecht Realizações Imobiliárias, uma vez que a incorporadora adota a prática de que cada projeto seja  tocado por uma única equipe, “dona” do negócio, que o acompanha da compra do terreno à entrega das chaves, assim como costuma ser feito em obras de maior porte.

A tática funciona em parte porque a empresa foca apenas em projetos de grande porte, com valor de vendas acima de R$ 300 milhões.

O posicionamento tem dado certo. Segundo dados divulgado pela Exame, a empresa fechou 2012 com R$ 6,5 bilhões em novos projetos — R$ 500 milhões a mais do que a segunda colocada, a Cyrela.