Seguem os ajustes na HPE. Foto: divulgação.

A HPE planeja um corte de 5 mil funcionários até o final do ano, uma medida com a qual reduziria 10% da sua força de trabalho em todo mundo.

De acordo com informações da Bloomberg, as demissões atingirão funcionários em todo o mundo.

Desde a sua fundação como uma empresa independente, em 2016, a HPE vem fazendo cortes e passando adiante linhas inteiras de negócios.

No ano passado, a empresa vendeu ou fez spin offs de uma série de negócios, incluindo a área de software, serviços e algumas áreas de tecnologia.

O resultado é um grande enxugamento da folha. Em 2015, quando se tornou uma empresa independente, a HPE tinha 250 mil empregados em todo mundo. Hoje, o número é 50 mil.

A empresa vem promovendo também cortes em gastos com viagens corporativas. 

As medidas são uma reação aos resultados da empresa, que fechou o ano fiscal encerrado em abril com uma queda nas vendas de 11,7% para US$ 15 bilhões e uma queda no lucro operacional de 18,9% para US$ 1,76 bilhões.

É difícil fazer uma previsão sobre como um corte mundial desse tipo pode afetar a operação no Brasil, um país no qual a HP tem uma presença importante.

De acordo com informações publicadas na época pela Exame.com, a HPE tinha 6 mil funcionários no Brasil quando da separação. 

Se a redução na equipe brasileira foi proporcional à mundial, o que não é um fato seguro, o time hoje poderia girar em torno de 1,2 mil pessoas. 

Um corte de 10% sobre isso (de novo, assumindo uma movimentação linear), resultaria em 120 demissões.

No final do ano passado, o Baguete revelou com exclusividade que a HPE tinha feito um corte de profissionais na sua área de pesquisa e desenvolvimento.

A HPE confirmou a existência de cortes, sem falar números. Pelo que o Baguete pode averiguar, foram 34 profissionais.

O histórico de pesquisa da HP no país começa ainda em 1999, quando foi feita a joint venture com a Edisa, uma empresa gaúcha então atuante nos mercados de PCs e ATMs. 

Em 2003, a HP se tornou uma das primeiras âncoras do recém-fundado Tecnopuc, parque tecnológico criado pela PUC-RS na área de um antigo quartel em Porto Alegre. 

Ainda em agosto de 2015, a empresa foi parceira de um novo prédio no parque gaúcho, construído com investimento de R$ 17 milhões.