Ricardo Bloj.

Ricardo Bloj é o novo presidente da Lenovo no Brasil.

O executivo que ocupava a posição de COO nos últimos 14 meses, assume o lugar deixado vago em janeiro por Silvio Stagni, que havia assumido a posição dois anos e meio antes e hoje está na Allied.

Na posição de COO, Bloj foi responsável pelas operações gerais da empresa, inclusive a planta de Indaiatuba, no interior de São Paulo.

O executivo entrou na Lenovo vindo da tendo passado antes pelas posições de COO da Itautec, presidente da Quanta do brasil e da Solectron.

O profissional começou a carreira na IBM no final dos anos 80 e chegou a ser gerente do site industrial da empresa em Hortolândia.

“Além de uma infraestrutura de ponta, temos um time excelente para atingir os objetivos e enfrentar os desafios do mercado de tecnologia, tanto na área de PCs quanto em soluções de data center”, afirma o novo presidente.

Quando o assunto é PCs, Bloj tem a missão de recolocar a Lenovo nos trilhos no Brasil.

Os chineses fizeram  uma aposta alta em 2012, ao comprar a CCE por R$ 300 milhões com a meta de se tornarem líderes no mercado brasileiro.

Três anos depois, em 2015, o negócio foi desfeito e a CCE vendida de volta para os seus antigos controladores, a família Sverner.

Os planos de liderança não se realizaram. A Lenovo/CCE só conseguiu o primeiro lugar entre janeiro e junho de 2014, perdendo-o novamente para a Positivo. 

De acordo com informações do Valor Econômico da época da seperação da CCE, a operação da Lenovo no Brasil saltou de quase US$ 400 milhões para US$ 1,5 bilhão no período.

Mas qualidade não acompanhou, com a empresa parecendo no ranking do Procon-SP como a terceira com mais reclamações em 2014.

Enquanto a Lenovo se atrapalhava, a Dell aproveitou um momento de fraqueza da Positivo, líder mais frenquente do mercado brasileiro de PCs nos anos anteriores, e assumiu a liderança em 2015, posição que não deixou mais.

Os americanos vem somando participação de mercado trimestre a trimestre, tendo fechado o 2016 com 26,4% do total de PCs vendidos no Brasil, a primeira vez nesta década que um fabricante consegue uma participação de mercado maior do que 25%.