IMIGRAÇÃO

Austrália tem novo programa de vistos

23/03/2018 11:14

O país conta com dois novos modelos, um deles voltado para empresas de ciência e tecnologia.

A Austrália oficializou na última semana uma mudança no processo vistos de trabalho. Foto: Pexels.

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A Austrália oficializou na última semana uma mudança no processo de imigração para o país a partir de contratos de trabalho. O Governo suspendeu o modelo de visto “Temporary Work (Skilled)” para lançar o programa “Temporary Skill Shortage (TSS)”. Além disso, uma nova iniciativa voltada para empresas de ciência e tecnologia será iniciada em julho.

Com o TSS, existem dois modelos principais para imigração: “short-term stream” e “medium-term stream”.

O short-term permite que empresas contratem trabalhadores temporários para ocupações incluídas na Lista de Ocupação Especializada a Curto Prazo (STSOL) por um período máximo de dois anos (ou até quatro anos se uma obrigação comercial internacional se aplicar).

Já o medium-term é para empresas que precisam contratarem trabalhadores estrangeiros altamente qualificados para preencher habilidades críticas de médio prazo em ocupações incluídas na Lista de Habilidades Estratégicas de Médio e Longo Prazo (MLTSSL) por até quatro anos, com elegibilidade para solicitar residência permanente após três anos.

O novo modelo também conta como “Labour Agreement stream” para casos excepcionais que não se encaixam no programa de vistos disponível. Nesse caso, a empresa precisa demonstrar que há uma necessidade que não pode ser atendida no mercado de trabalho australiano.

Na área de tecnologia, há diversas funções incluídas tanto na lista de curto-prazo quanto de médio-prazo. Entre elas estão analista de sistemas, analista programador, desenvolvedor, engenheiro de software, engenheiro de sistemas e redes e engenheiro de telecomunicações.

Em julho, entrará em operação também um novo esquema de vistos, batizado de Global Talent Scheme, para atrair profissionais considerados altamente qualificados para acelerar a inovação na Austrália.

O "Global Talent" envolve dois grupos de negócios. Empresas consolidadas, com faturamento anual de mais de US$ 4 milhões, poderão patrocinar profissionais qualificados e experientes para posições com ganhos acima de US$ 180 mil.

Os empregadores precisarão ser capazes de demonstrar que priorizam a contratação de australianos e que haverá transferência de habilidades para trabalhadores locais como resultado da permissão para estrangeiros.

A iniciativa também permite que startups baseadas em tecnologia e ciência também patrocinem pessoas experientes com habilidades tecnológicas especializadas.

Nos dois casos, um visto TSS de quatro anos será emitido, com possibilidade de pedido de residência permanente após três anos.

"Queremos garantir que as empresas australianas possam acessar os melhores talentos do mundo, porque isso vai sustentar o crescimento dos negócios, a transferência de habilidades e a criação de empregos. Em todos os estágios, os australianos são priorizados para as vagas, mas quando as habilidades e a experiência não estão disponíveis aqui, queremos ser capazes de atrair talentos do exterior”, declara Alan Tudge, ministro de cidadania e assuntos multiculturais da Austrália.

O Brasil foi o terceiro país com maior aumento de imigração para a Austrália entre 2006 e 2016, de acordo com o Censo do país. 

As pessoas nascidas no Nepal tiveram a maior taxa de aumento no período de 10 anos, com taxa de crescimento anual médio de 27,8%. O segundo aumento mais rápido foi de imigrantes do Paquistão (13,2%), seguido por Brasil (12., %), Índia (10,7%) e Bangladesh (8,9%). 

No Censo de 2016, a Austrália registrou que 28,5% de sua população é composta por pessoas nascidas no exterior.

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