CONCORRÊNCIA

Nubank leva Cade a investigar bancos

23/03/2018 12:04

O conselho abriu um inquérito após receber uma representação da fintech.

O Nubank abriu uma representação no Cade que levará a investigação de cinco bancos. Foto: Divulgação.

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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu um inquérito para avaliar práticas de Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal após receber uma representação do Nubank.

A fintech alega, de acordo com a Época Negócios, que as instituições estariam atuando para limitar a concorrência no setor financeiro. 

O Nubank reclama de medidas dos bancos para impedir a entrada e dificultar a atividade de novos agentes no mercado de emissão de cartão de crédito. Os clientes da fintech não conseguem, por exemplo, cadastrar a fatura do cartão de crédito no débito automático de suas contas bancárias.

Além disso, o Nubank afirma que os bancos estariam dificultando seu acesso a serviços financeiros essenciais para seu funcionamento. As condutas incluem a dificuldade ou restrição total ao acesso a informações essenciais, como identificação de remetente de recursos; imposição de dificuldades para contratação com credenciadoras; dificuldade de contratação de banco liquidante. 

Outra reclamação diz respeito a conduta em relação aos profissionais da fintech. O Itaú teria entrado em contato com funcionários estratégicos do Nubank com propostas. 

"Uma analista sênior do Itaú encaminhou mensagens para onze profissionais do Nubank em um período de dez dias. As mensagens, anexadas aos autos, solicitam que o profissional encaminhe seu Curriculum Vitae caso o profissional esteja aberto e interessado em novos desafios na área de Tecnologia", diz a representação.

Em nota, o Nubank fala sobre os motivos que levaram à denúncia:

“No Nubank, acreditamos que ter um mercado livre e competitivo garante que as pessoas tenham a liberdade de escolher os melhores serviços para elas, independente de qualquer restrição que o mercado imponha. Por isso, confiamos que as autoridades reguladoras continuarão a proteger e a estimular a competitividade no setor, garantindo que novos entrantes continuarão a ter espaço para inovar e oferecer mais e melhores opções para as pessoas”.

Enquanto isso, o Itaú Unibanco nega as acusações. 

"Em seus mais de 90 anos de história, [o Itaú] sempre se pautou pela livre iniciativa e entende que a competição é positiva não só para o sistema financeiro, mas para todo o país. O banco refuta qualquer acusação de promover barreiras que dificultem a atividade de novos agentes de mercado e acrescenta que apresentará sua manifestação ao órgão de concorrência no devido prazo, confiante de que suas condutas serão consideradas legítimas".

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