BOOM

Positivo tem crescimento histórico

23/03/2022 06:26

Alta de 54% no faturamento é algo que não se via há 15 anos na empresa.

Hélio Rotenberg tem motivos para sorrir. Foto: Divulgação.

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A Positivo fechou o ano passado com uma receita bruta de R$ 4 bilhões, um crescimento de 54% e um resultado do tipo que a fabricante de hardware brasileira não via há muito tempo.

Desde que a Positivo abriu capital e passou a divulgar resultados, há 15 anos atrás, crescimentos nesse nível só foram vistos na estreia dos balanços anuais, em 2006, quando a empresa teve crescimento de 84,4% e no ano seguinte, quando a empresa atingiu R$ 2 bilhões, e cresceu 54,4%.

O crescimento no ano veio junto com lucratividade, com o lucro líquido aumentando 3,5 vezes, para R$ 203 milhões.

São números muito diferentes da realidade dos últimos anos, nos quais a Positivo teve grandes quedas no faturamento. 

A pior delas foi de 2015, quando a queda foi de 20%, seguindo um 2014 que já havia sido ruim, com diminuição de 9,2%.

Os anos seguintes foram de recuperação (5,3% em 2016, 9,6% em 2017), seguida de uma nova queda (3,7% em 2018) e uma pequena alta de 1,3% em 2019.

A grande mudança de rumos para a Positivo (o game changer, para quem gosta de expressões desnecessárias em inglês) se chama Covid-19. 

A pandemia fez a demanda por computadores explodir, tanto em nível corporativo, com empresas precisando entregar equipamentos para o home office, como em nível doméstico, com pais equipando os filhos para o ensino a distância.

O novo cenário já trouxe um bom crescimento de 14,5% em 2020 e parece ter explodido de vez.

Compreensivelmente, a Positivo evita mencionar um desastre de saúde pública como a fonte da bonança, citando o coronavírus nas suas divulgações apenas no contexto da superação das dificuldades logísticas que ele impôs para o setor de eletroeletrônicos (o que é verdade também).

Nas entrelinhas, é possível ver como as mudanças causadas pelo coronavírus impactaram a empresa, com efeitos como o aumento da importância do negócio de hardware como serviço, que já é 40% do faturamento de vendas para grandes empresas.

(Muitas companhias fizeram suas compras de equipamento em modelos de aluguel, o que inclusive tem levado a um boom de startups nessa área).

Em soluções de pagamento, a companhia apresentou crescimento de 422% em relação a 2020, resultado da conquista de novos clientes no período para fornecimento de novos modelos de terminais móveis de pagamento (POS).

O segmento consumer apresentou receita bruta de R$ 1,8 bilhões no acumulado de 2021, crescimento de 35,1% em relação ao ano anterior. Em PCs, o volume de vendas em 2021 foi 6,5% maior ao que foi reportado em 2020, com aumento de 21,4% do ticket médio nesse período. 

Um empurrãozinho extra veio do governo, um tradicional comprador da Positivo, que representou uma receita bruta de R$ 1,3 bilhão, 133,7% maior que 2020 e corresponde a 33% de representatividade no faturamento total da Positivo Tecnologia.

Nesse setor, a Positivo destacou as compras de clientes de educação e bancos públicos, dois setores impactados pelo coronavírus.

É posssível manter altas taxas de crescimento, em um ano que (oremos) não deve ser tão marcado pelas consequências da pandemia? 

Hélio Rotenberg, presidente da Positivo Tecnologia, acredita que sim:

“Para 2022, seguimos confiantes com o desempenho dos negócios. Estamos trabalhando na construção de fortes alicerces a fim de nos mantermos como uma das companhias líderes em tecnologia de hardware no Brasil”, afirma Rotenberg.

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