Eric Schmidt, CEO do Google. Foto: divulgação.

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Para quem não faz parte do seleto grupo de felizardos que estão recebendo em primeira mão o Google Glass, a espera promete ser longa. Segundo o CEO Eric Schmidt, os óculos de realidade aumentada devem chegar às lojas em cerca de um ano.

Em entrevista à Radio 4, da BBC, nesta segunda-feira, 22, Schmidt admitiu que por enquanto o cobiçado gadget ficará apenas nas mãos de desenvolvedores, que produzirão apps e novas funcionalidades para o brinquedinho.

Estes desenvolvedores, para receber em primeira mão a edição Explorer dos óculos, tiveram que desembolsar US$ 1,5 mil. Entre os recursos já conhecidos no novo dispositivo estão conectividades com internet, comandos de voz, câmera e um display integrado ao visor do óculos.

Pelo jeito não tem choro mesmo, até porque na última semana, quando os óculos começaram a chegar nas casas dos desenvolvedores, foi constatado que esta primeira tiragem não pode ser revendida nem emprestada, sob pena de desativação do aparelho.

Ainda não se sabe se no futuro, quando o Glass realmente chegar ao varejo tradicional, esta cláusula indigesta nos termos de uso do aparelho se manterá.

TECNOLOGIA VASTA

Além dos já conhecidos features, para Schmidt a tecnologia oferecida pelo Google Glass ainda pode surpreender muito, segundo informa o Mashable.

Na entrevista, o CEO salientou que, dependendo da criatividade dos desenvolvedores, as capacidades de realidade aumentada do Glass "são vastas".

"Existe um tremendo número de aplicações que podem ser imaginadas - realidade aumentada, onde o que você vê o que está acontecendo em tempo real, e o sistema reconhece e lhe notifica imediatamente - 'oh, este é o prédio' ou 'isso é algo que você já fez' ou coisas do gênero", exemplifica.

Para completar, o executivo da empresa de Mountain View afirmou que a chegada desta nova tecnologia exigirá a criação de uma "nova etiqueta social" para respeitar preocupações referentes ao direito de privacidade em relação ao Glass.

"Obviamente não é apropriado usar estes óculos em situações em que a gravação não é correta. Companhias como o Google tem uma grande responsabilidade de manter sua informação a salvo, mas o usuário também tem sua responsabilidade, de entender o que está fazendo, como está fazendo e se comportar apropriadamente", frisou.