Técnicos da Dasa em ação. Foto: divulgação/Dasa.

A Diagnósticos da América S.A (Dasa), gigante do setor de medicina diagnóstica com receita bruta de R$ 3 bilhões no ano passado, é o terceiro cliente divulgado pela SAP do S/4 Hana, a última versão do sistema de gestão da multinacional alemã.

A informação, sem maiores detalhes sobre o projeto, faz parte da divulgação dos resultados da companhia no Brasil no terceiro trimestre. A Dasa também adquiriu a aplicação de gestão de capital humano na nuvem da SAP, o SuccessFactors.

Além da Dasa, já haviam fechados projetos com o S/4 Hana o Ceitec, estatal federal do segmento de semicondutores instalada em Porto Alegre e o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB-Brasil).

Segundo disse em março a presidente da SAP Brasil, Cristina Palmaka, outros quatro contratos já foram fechados e devem ser divulgados em breve.

O S/4 (em caso que você esteja se perguntando, S vem depois de R e 4, bem, depois de 3, a sigla do já histórico R/3) é a aposta definitiva dos alemães para entrar no mercado de banco de dados com a suíte de processamento em memória Hana.

Com o S/4, o ERP da SAP rodará exclusivamente sobre hardware Hana homologado pela própria companhia. A migração está sendo conduzida módulo a módulo, com o primeiro deles sendo o SAP Simple Finance, uma solução setor para o setor financeiro.

O processo de migração será longo, no entanto, o suporte a outros bancos de dados é prometido até 2025.

O contrato com a Dasa foi a novidade mais concreta na divulgação trimestral de resultados da SAP do Brasil. Desde julho de 2014, as notas da multinacional alemã adquiriram um característica algo enigmática, sem publicação de índices de crescimento do negócio como um todo, apenas indicadores escolhidos a dedo.

Assim, a SAP frisou que no período as vendas da solução do SAP HANA, subiram “três dígitos”, o que pode significar tanto um incremento de 100%, pouco significativo para um produto de alto valor recém incluído no portfólio, ou 999%, o que seria bem mais respeitável.

A SAP registrou lucro líquido consolidado de € 413 milhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa uma queda de 23% em relação ao mesmo período do ano passado.

O faturamento da fabricante alemã, por sua vez, teve crescimento de 22% nos primeiros três meses de 2015, passando de € 3,69 bilhões em 2014 para € 4,49 bilhões neste ano.