Marty Guillamun.

A Disys, multinacional americana de serviços de TI, projeta incrementar sua equipe em 300 pessoas no Brasil ainda em 2014, cifra que representa um aumento de 42% no staff e deve levar a empresa a superar a barreira dos 1 mil funcionários no país.

A informação é do VP Global de RH da Disys, Marty Guillamun, que esteve em Porto Alegre recentemente para ajudar na reestruturação do departamento de RH da empresa no Brasil, visando comportar o crescimento acelerado nas contratações.

“Estamos estandarizando as práticas de recursos humanos em todo o mundo. A ideia é trazer pessoas orientadas a recrutamento para dentro da organização”, afima Guillamun.

Guillamun não abriu onde serão feitas as contratações. Hoje a empresa tem operações em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e Recife.

Em outubro de 2012, no último headcount da empresa no país ao qual a reportagem do Baguete teve acesso, eram 450 pessoas empregadas no país, sendo 90 deles no Rio Grande do Sul e 150 no Paraná.

A primeira operação da empresa empresa foi aberta em Curitiba em 2007 para atender a um contrato internacional de SAP com a Exxon Mobil. 

Desde então a Disys vem crescendo sua operação brasileira, que, segundo disse ao Baguete o CEO da empresa, Mahfuz Ahmed, é a segunda maior operação fora dos Estados Unidos, ficando em torno de 10% do faturamento global.

Em 2012, último ano com resultados divulgados, a Disys faturou US$ 330 milhões, mantendo uma média de crescimento na faixa dos 30% ao ano. A meta é chegar a US$ 1 bilhão até 2017.

A empresa anunciou inclusive planos de fazer aquisições no Brasil após receber um aporte de capital de US$ 20 milhões junto do fundo Western Presidio. 

Ahmed ventilou a possibilidade em 2012 citando como áreas de interesse empresas com qualidade reconhecida em áreas como service desk e fábrica de teste ou provedores de serviços para as áreas de telecomunicações e bancos.

Não houve novidades nesse sentido desde então, pelo menos de maneira pública. Em outras ocasiões o passivo trabalhista de empresas brasileiras e seus batalhões de PJs já azedou negociações com multinacionais assustadas com o tamanho do possível passivo trabalhista.

Questionado sobre o assunto Guillamun desconversa: “Nenhuma operação do tipo chegou ao estágio de passar por uma avaliação em nível de RH”.