É oficial: Bruno Primatti será o CEO da Benner.

Bruno Primatti, ex-vice presidente executivo da Bematech contratado em março como vice presidente da Benner, será mesmo o novo CEO da companhia catarinense de software de gestão.

Quando da contratação de Primatti, a empresa não chegou a confirmar oficialmente que essa seria a movimentação, apesar de ficar meio óbvio nas entrelinhas: o executivo seria o único VP e a companhia já falava na “busca de um sucessor” para o fundador, Severino Benner.

A informação sobre o novo emprego de Primatti é citada en passant (apreciem o uso dessa expressão em francês) em um comunicado da Benner sobre a abertura de uma filial em Brasília e um novo escritório em São Paulo.

Severino Benner deverá ir para a presidência do conselho de administração até março de 2019. Porque a Benner não informou logo que Primatti seria o novo CEO é um desses mistérios do universo corporativo.

Primatti é um executivo de primeira linha. Ele estava na Bematech desde 2012, sendo segundo o segundo no comando da empresa, que foi comprada pela Totvs em 2015 em um negócio de R$ 550 milhões em dinheiro e ações. 

Ao longo dos 30 anos de carreira profissional teve passagem por consultorias e empresas como Unibanco, Grupo Notredame Intermédica e Solvay, tendo ocupado posições como diretor-geral, diretor comercial e CIO. 

Quando da sua contratação, Primatti falou em colocar a Benner entre as duas maiores do setor de software empresarial no país.

Ele não chegou a mencionar seus concorrentes nessa disputa, mas não é difícil de ficar sabendo. A líder absoluta de mercado é hoje a Totvs, com faturamento de R$ 2,2 bilhões no ano passado. 

A Benner está hoje na faixa dos R$ 250 milhões (a companhia não divulgou resultados exatos, só a meta de dobrar até 2020 para R$ 500 milhões), um pouco abaixo da Sênior, outra empresa catarinense, que teve uma receita de R$ 283,4 milhões no ano passado.

Um degrau abaixo estariam empresas como a Mega e a Sankhya, cujos resultados foram R$ 75 milhões em 2016 e R$ 80 milhões em 2015, respectivamente, e não tem mais aberto números, um sinal de que o ritmo de crescimento não é mais o mesmo de antes.

A Benner já fez uma grande reorganização em 2016, quando a companhia se dividiu em duas vice-presidências, uma focada no mercado de saúde, no qual a Benner tem forte participação, e outra focada em soluções de logística, turismo, RH e jurídico.

Naquela ocasião, Antônio Roberto Nogueira, Celso Lara e Walcir Augusto Wehrle alienaram suas participações para a holding e desligaram-se da sociedade.

De origem catarinense, hoje a companhia tem matriz em São Paulo, além de unidades em Blumenau, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Maringá e Curitiba. Ao todo, são 1,2 mil colaboradores.