Computadores da Asus. Foto: Divulgação.

A operação brasileira da Asus, fabricante taiwanesa de notebooks e celulares, migrou a sua plataforma de comércio eletrônico para a Magento da Adobe.

A empresa já tinha um e-commerce no país mas decidiu trocar, em meio ao aquecimento do comércio eletrônico, uma consequência da pandemia do coronavírus.

Para se ter uma ideia, a loja Asus fatura mais de 150 mil pedidos por ano. A meta é crescer as vendas em 10%.

“Milhões de novos consumidores passaram a comprar on-line, e esse é um hábito que deve perdurar mesmo com a volta do comércio físico. Nossa categoria de notebooks, por exemplo, acabou sendo beneficiada por conta da demanda emergente pelo trabalho em home office”, afirma Marcio Nunes, Head de E-commerce e Marketplace na Asus.

A Magento é uma plataforma de e-commerce open source comprada pela Adobe por US$ 1,68 bilhão em 2018. Foi a maior aquisição da Adobe em quase uma década.

Com o negócio, a Adobe fecha o ciclo de vendas dentro da sua plataforma de ferramentas de marketing online Experience Cloud, com uma solução para concretizar as transações.

De acordo com Nunes, o objetivo é tornar as operações mais simples, limpas e preparadas para novos formatos de comercialização on-line, como, por exemplo, venda para empresas e de serviços agregados aos produtos.

A operação de e-commerce também avalia os melhores formatos para futuramente atender por meio do WhatsApp, com serviços de vendas e consulta do status de entrega.

A vida de quem vende computadores no Brasil anda uma montanha russa.

De acordo com o IDC, o número de computadores vendidos no 1° trimestre de 2020 no Brasil foi de 1,47 milhão de unidades, alta de 16% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Foi um bom resultado, tendo em conta que no primeiro trimestre de 2019 a queda foi de 6,2%. 

A IDC atribuiu a alta às compras motivadas pelo coronavírus, como empresas que compraram ou alugaram equipamentos para os seus funcionários, por exemplo. Mas já no segundo trimestre, o mercado teve um recuo de 12,6%.

A alta do dólar teve forte impacto nos preços de máquinas e componentes, e o mercado corporativo foi o mais impactado. O preço médio dos notebooks teve um salto de 62% na comparação ano a ano, ficando em R$ 4,3 mil.

No meio de tudo isso, uma operação de e-commerce é mais importante do que nunca. 

De acordo com pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) em parceria com o Movimento Compre&Confie, o faturamento do comércio eletrônico brasileiro alcançou a marca de R$ 41,92 bilhões em agosto, uma alta de 56%.