Major-brigadeiro do ar Leonidas de Araújo Medeiros Júnior. Foto: Fábio Maciel.

O major-brigadeiro do ar Leonidas de Araújo Medeiros Júnior, subcomandante da Escola Superior da Guerra será o novo secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, considerado o segundo principal cargo na hierarquia da pasta. 

A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 23.

Medeiros assume no lugar de Júlio Semeghini, que foi deputado federal pelo PSDB paulista, passou por diversos cargos ligados à tecnologia no governo e é considerado um interlocutor do setor de TI dentro do governo em temas importantes como a Lei de Informática.

Júlio Semeghini está deixando a vida pública e pretende seguir carreira na iniciativa privada.

 Segundo currículo disponível no site da ESG, o major-brigadeiro se formou nos cursos de Administração de Material Bélico, instrutor de Educação Física e Gerenciamento do Sistema de Controle do Espaço Aéreo.

Entre cursos operacionais, Medeiros Júnior possui formação em Tática Aérea; Esquadrão de Caça; Piloto Básico em Inspeção em Voo; e Inspetor da Aviação Civil.

Vale lembrar que o titular da pasta, Marcos Pontes,  é também ligado à Aeronáutica, tendo sido a cara mais visível do programa espacial do Brasil e o único astronauta do país, tendo participado de uma missão espacial em 2006.

Com a nomeação de Guerra, o Ministério da Ciência e Tecnologia está totalmente enquadrado no novo paradigma do governo Bolsonaro: o que não vai para os militares, vai para o Centrão.

Recentemente, o ministério foi desmembrado, com a recriação do Ministério das Comunicações, que tem o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN) como ministro.

Ele é filho do ex-governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, tem relação próxima com a família Bolsonaro e é genro de Sílvio Santos, dono do SBT, uma emissora que tem mostrado uma linha simpática ao governo.

Já a presença de militares da militares da ativa e da reserva em cargos civis mais que dobrou no governo de Jair Bolsonaro (sem partido), em comparação com o último ano da gestão de Michel Temer (MDB), chegando a 6.157.

Eles ocupam  cargos em conselhos de estatais, na alta administração do Poder Executivo, cargos comissionados, temporários e na administração pública.