As empresas do StartupSC que se mantém no mercado criaram 585 empregos no estado. Foto: Pexels.

O StartupSC, projeto do Sebrae-SC que está em operação há 4 anos, divulgou um relatório dos resultados do programa. De acordo com o levantamento, cerca de 65% das empresas participantes seguem no mercado.

O relatório foi realizado a partir de uma pesquisa respondida por 102 das 120 startups que participaram do StartupSC.

As 66 empresas que se mantém no mercado criaram 585 empregos no estado. Ao todo, essas empresas faturaram mais de R$ 43 milhões em 2016. 

O programa de capacitação do StartupSC já formou seis turmas nos últimos anos.

 “O índice de sobrevivência das startups que passaram pelo programa é bem elevado. Além disso, algumas empresas hoje são referência em suas áreas e crescem a elevadas taxas ano após ano. Estes indicadores mostram que a capacitação do programa acaba sendo decisivo para a sustentabilidade das startups”, define Alexandre Souza, gestor do StartupSC. 

Na média brasileira, 74% deste perfil de empresa não sobrevivem após o quinto ano de atividades, segundo dados da aceleradora paulista Startup Farm. 

A sétima turma do StartupSC está confirmada para 2017, com inscrições abertas em fevereiro, seleção em março e módulos a serem realizados entre abril e agosto. As capacitações envolvem sessões de mentoria e workshops sobre modelo de negócios, aspectos jurídicos, marketing, finanças, entre outros temas.

A maior parte das startups trabalha com software as a service (SaaS), seguido por logística  e TIC. 

Os maiores clientes das empresas nascentes catarinenses são empresas de médio porte que usam os serviços das menores como forma de simplificar processos, segundo 79% dos empreendedores. 

De acordo com 40,3% dos empresários, o principal desafio para as soluções é conseguir novos usuários. Mesmo assim, cerca de 79% delas já possuem clientes e estão no mercado. 

Entre os empreendedores catarinenses, 34%, possuem entre 30 e 35 anos, sendo que 44% deles têm pós graduação completa e 94% são homens. 

Das 36 empresas que estão inativas, cinco foram vendidas e 31 fecharam. O principal motivo para o fechamento das startups foi a falta de comprometimento de tempo integral dos fundadores, segundo 58% dos empreendedores.