FOGO

Hypeflame faz corte de equipe

23/11/2021 15:50

Spin off de tecnologia do banco Agi fez 100 demissões, apontam fontes do Baguete.

Pegou fogo a coisa na Hypeflame. Foto: Pexels.

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A Hypeflame, a spin off de tecnologia criada pelo banco digital Agi, fez um corte na sua equipe nesta terça-feira, 23.

A informação é de fontes ouvidas pelo Baguete e foi confirmada pelo Agi.

“Os ajustes na estrutura de alguns times de tecnologia anunciados hoje estão relacionados às repriorizações estratégicas da instituição para 2022”, disse o Agi em nota (veja na íntegra abaixo).

Segundo fontes ouvidas pelo Baguete, foram demitidos pelo menos 100 profissionais em uma equipe que tinha 400 quando do lançamento da empresa, em dezembro de 2020.

Na sua nota, o Agi não confirmou o número, nem tampouco desmentiu.

A reportagem do Baguete localizou 20 postagens de despedida no Linkedin (e duas de empresas se oferecendo para receber currículos dos demitidos).

A cifra parece bater com a estimativa dos 100, tendo em conta que nem todo mundo é tão ágil para atualizar seus perfis na rede social corporativa e alguns preferem não fazer esse tipo de postagem.

Há cerca de duas semanas, o Baguete já tinha revelado com exclusividade uma troca de comando na empresa.

Marcelo Oliveira, ex-diretor executivo para plataformas e marketplace do Agi, assumiu o comando como CTO no lugar do CEO Fernando Castro, que anunciou sua saída recentemente, também em um post do LinkedIn.

A informação de que Oliveira estava assumindo veio do Agi, a partir de questionamento da reportagem do Baguete sobre quem seria o substituto de Castro.

O Agi disse que seria Oliveira, com o cargo de CTO, e não fez mais comentários sobre como funcionaria um organograma sem CEO.

A Hypeflame já nasceu grande, com 400 profissionais e uma receita de R$ 200 milhões. Castro, que era CIO no Agi, então chamado Agibank, foi o primeiro CEO.

A companhia assumiu toda a infraestrutura e arquitetura tecnológica do Agi, indo desde engenharia de software até cibersegurança, incluindo também a evolução das soluções de canais, conta corrente, meios de pagamentos, operações de crédito, investimentos e, especialmente, big data. 

Quando do lançamento, foi divulgado que o objetivo estratégico da HypeFlame era também produtizar essas soluções do Agi, oferecendo elas para o mercado em geral.

Na nota enviada ao Baguete, o Agi fala em “ajustes de projetos” e uma decisão de “desacelerar o crescimento e fortalecer a geração de resultado no curto prazo, visando fazer frente às recentes mudanças no cenário macro-econômico”.

A troca no comando, seguida de um grande corte, parece indicar que talvez a Hypeflame esteja focando seus esforços em atender o seu cliente principal.

Oliveira era responsável pela operação de carteira digital, investimentos e marketplace do Agi, áreas chave para o futuro e provavelmente responsáveis por boa parte da demanda da Hypeflame.

O executivo foi contratado pelo Agi em janeiro de 2021, vindo da Cielo, onde era diretor de soluções e arquitetura.

Na Cielo, Oliveira trabalhou com iniciativas ligadas com carteiras digitais, open banking e segurança aplicada no processo de desenvolvimento ágil da empresa.

Castro, que não chegou a dar maiores pistas sobre seu futuro profissional no post no Linkedin no qual anunciou sua saída, é um executivo experiente, contratado pelo Agi em 2017 vindo do Sicredi, um dos maiores bancos cooperativados do país, onde passou 17 anos em diferentes cargos na área de TI.

NOTA COMPLETA DO AGI

Os ajustes na estrutura de alguns times de tecnologia anunciados hoje estão relacionados às repriorizações estratégicas da instituição para 2022. A ação se deu após ajustes de projetos e pela decisão por desacelerar o crescimento e fortalecer a geração de resultado no curto prazo, visando fazer frente às recentes mudanças no cenário macro-econômico.

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