Pix usa QR-Codes para pagamentos. Foto: Pexels.

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Com pouco mais de um mês desde o seu lançamento, o Banco Central (BC) revelou quanto o PIX movimentou durante este período. O sistema, que permite transações bancárias com uma celeridade nunca antes vista no Brasil e funcionamento em tempo integral — 24 horas por dia, 7 dias por semana —, foi responsável por 92,5 milhões de operações, movimentando cerca de R$ 83,4 bilhões, com um valor médio por operação de R$ 896. 

Segundo Angelo Duarte, chefe do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do BC, foram cadastradas cerca de 116 milhões de chaves PIX no mês de estreia — cifras extremamente expressivas, segundo ele. Esse total de chaves foi distribuído para 46,4 milhões de pessoas físicas (cada pessoa tem autorização para ter mais de uma chave) e um total de 3 milhões de empresas. De acordo com Duarte, o Banco Central já esperava que a adoção do PIX por empresas ocorresse de forma mais lenta e que, de acordo com a oferta das novas funcionalidades, as empresas com certeza irão adotar a forma de pagamento com maior frequência, aumentando assim a quantidade de companhias cadastradas. 

Ainda segundo Duarte, há um número muito grande de pessoas que utilizam sua conta pessoal para exercer atividades profissionais e, apesar disso não representar nenhuma ilegalidade, há muitas transações econômicas de cunho comercial que são feitas utilizando contas vinculadas a pessoas físicas. Neste primeiro mês de funcionamento, cerca de 84% das operações foram somente entre pessoas físicas. E apenas 6% das transações foram realizadas como forma de pagamento de contas para o comércio.

Já o diretor do Banco Central, João Manoel Pinho de Mello, acredita que, como o Pix ainda é um sistema de pagamentos muito novo, ele ainda não vem sendo muito utilizado para a realização de pagamentos. Contudo, há uma expectativa enorme de que seu uso irá crescer em um futuro próximo, quando ele estiver consolidado no mercado, já que é barato e conveniente.

Devagar e sempre

Segundo o Banco Central, com o passar das semanas, foi observado um crescimento contínuo na utilização do PIX, e esse movimento não foi visto no uso de TEDs e DOCs, que são instrumentos já consolidados ofertados pela maioria dos bancos para a realização de transferências de valores. Para se ter uma ideia, a quantidade de transferências utilizando o PIX passou de 12,2 milhões na primeira semana, para 15,9 milhões na segunda, 25,2 milhões na terceira e 29,2 milhões na última semana — um crescimento contínuo. 

Segundo Pinho de Mello, o novo método de pagamento não é apenas uma ferramenta que serve de opção ao DOC e à TED, mas “é muito mais do que isso. Pode ser usado para pagar o restaurante, para pagar a conta de luz. Pode ser usado para comércio online, pagar uma conta online, ou uma taxa governamental”. O novo PIX também pode ser utilizado para o entretenimento digital, como o encontrado nos melhores slots de cassinos online, que aceitam múltiplos métodos de pagamento, priorizando sempre a velocidade e a segurança das transações, e disponibilizando bônus de depósito incríveis, além de rodadas grátis para novos usuários.

Desde que o PIX entrou em funcionamento, Pinho de Mello afirma que ainda não houve registros de fraudes no sistema. Segundo o Banco Central, o que ocorre são apenas tentativas de golpes aproveitando as facilidades das redes sociais, onde os criminosos tentam ludibriar as pessoas a registrarem suas chaves em sistemas que não têm nenhuma relação com o Banco Central. “São golpes usados com tudo que está em evidência. Como o PIX está em evidência, é o PIX. A gente tem de separar o que é fraude de fato e essas tentativas de golpes com engenharia social”, afirma  ngelo Duarte. 

E agora a ferramenta também poderá ser utilizada para o pagamento de faturas de celular, recarga de serviços pré-pagos móveis e fixos. Para o Banco Central, a utilização do PIX para quitar contas relacionadas a serviços móveis será feita de forma progressiva, e as empresas não serão forçadas a aderir ao serviço, essa integração será feita "gradualmente, de forma autônoma, voluntária e independente pelas empresas", disse Pinho Mello. Assim, os brasileiros ganham cada vez mais alternativas na hora de realizar suas negociações.