Profissionais de TI estão em uma encruzilhada. Foto: Pexels.

As áreas de tecnologia seguraram um rojão grande no ano passado, colocando equipes em home office de uma hora para outra, em muitos casos sem grandes preparações prévias. 

A operação foi um sucesso, mas, como mostra um estudo recente encomendado pela Citrix (disponível na íntegra aqui), deixou como legado em muitos casos equipes de TI estressadas e um novo ambiente de TI que apresenta seus próprios riscos. 

Começando pelo começo. O estudo da Citrix indica que home office era uma prática pouco disseminada no Brasil: 18% nunca tinham experimentado a modalidade de trabalho remoto.

Quem tinha, não tinha muito dias, o que indica que não eram necessárias grandes preparações: quase 30% responderam que trabalhar em casa era uma prática para uma ou duas vezes por mês. 

Essa era a situação antes da pandemia e não havia grandes preparações para outra coisa. Cerca de um quarto dos pesquisados (26%) disse que não tinham planos de continuidade para colocar a maioria da força de trabalho em casa. Um pouco menos de um quinto (18%) disse ter planos para que 25% trabalhassem de casa.

De uma forma ou outra, deu certo. O custo foi alto. Nas primeiras semanas, a migração para o home office aumentou o trabalho de TI em 58% dos casos, o que fez com que 24% se sentissem estressados e mais de 12,4% muito estressados.

O sucesso trouxe reconhecimento. Para 9 entre 10 entrevistados, o profissional de TI está mais valorizado do que nunca. 81% dizem que o relacionamento com as equipes administrativas das organizações tem melhorado, e 84% concordam que sua visibilidade e status na empresa são melhores do que eram.

E agora? Surgiu um novo cenário, no qual na média 60% da força de trabalho da sua organização agora trabalha em casa, utilizando dispositivos pessoais ao invés de corporativos. Mas isso se dá de um jeito diferente do que se fazia antes.

Oito em cada 10 confirmaram que o departamento de TI introduziu rapidamente novos softwares / aplicações para permitir o trabalho em casa. Um número similar acredita que a TI fez isso "rapidamente".

Por outro lado, parece que não foi o suficiente. Alinhado a esses dados, o estudo encomendado pela Citrix indicou que 85% do pessoal pesquisado neste país acreditam que sua organização deveria ter investido mais em software para que os funcionários trabalhem de suas casas. Além disso, 81% consideram que deveria ter havido mais investimento em hardware.

O resultado é que mais da metade dos entrevistados (60%) admite que houve um aumento no número de funcionários que instalaram canais, softwares, softwares de comunicação não autorizados.

É um quadro que deixa a maioria (72%) preocupado com a segurança das informações pelo uso de soluções não controladas pela TI. Mais ainda (77%) disseram estar preocupados com a segurança das informações devido ao fato de os funcionários trabalharem em casa.

Mais chamativo ainda, mais de três quartos (77%) disseram que viram um aumento nas consultas associadas à segurança em consequência do trabalho remoto, o que mostra que até os usuários estão se dando conta que algo pode sair mal.

Por outro lado, 80% tiveram funcionários que informaram ao departamento de TI que o uso de canais informais para as comunicações (o Slack é um exemplo) está ajudando as equipes a serem mais eficientes com o trabalho em casa.

A nova realidade parece ter vindo para ficar: 84% dos pesquisados acreditam que o teletrabalho mudará a forma de trabalhar de casa e que essa será a modalidade dominante no futuro.  

Na visão da Citrix, é essencial que as empresas forneçam aos seus departamentos de TI a tecnologia necessária para manter a operação, capacitar os funcionários de outras áreas e zelar pela segurança dos dados.

Para ler o estudo completo, baixe aqui o relatório e conheça em detalhes os obstáculos encontrados pelo setor de TI para instrumentalizar o trabalho remoto e alguns dos elementos-chave para otimizá-lo.