Kate Swanborg. Foto: divulgação.

Na sua primeira edição brasileira do evento World Tour, a HP apostou em um case de peso para mostrar a participação da empresa em frentes avançadas de uso computacional e, naturalmente, promover seus produtos: a DreamWorks Animation, divisão de desenhos animados do estúdio norte-americano.

Segundo Kate Swanborg, chefe de tecnologia, comunicações e alianças estratégicas da DreamWorks Animation, a parceria do estúdio com a fabricante data desde as primeiras animações da empresa, como Shrek e O Espanta Tubarões, ainda no início dos anos 2000.

Quando Swanborg fala de carga de dados, a executiva não está brincando: para cada longa realizado pela empresa, são produzidos cerca de 500 milhões de arquivos digitais, cuja renderização consome cerca de 250TB e cerca de 20 mil núcleos de processamento nos servidores da companhia.

"São produções que custam em média US$ 100 milhões. Nosso modelo atual de negócio envolve cerca de três lançamentos por ano, e temos um pipeline constante de dez filmes em desenvolvimento. Então vocês façam as contas", ri Swanborg.

Atualmente a DreamWorks animation conta com três estúdios, dois na Califórnia (Los Angeles e Redwood City) e um em Bangalore, na Índia, e deve abrir até o próximo ano uma unidade em Xangai. A produção das animações é descentralizada, com equipes participando em todas as unidades.

Para esta operação, a empresa roda uma nuvem privada usando tecnologia HP em seus data centers. Segundo Swanborg, o objetivo na parceria com a fabricante foi garantir o desempenho de computação aliado com uma agilidade no tráfego de informações.

"Embora boa parte de nossos softwares de animação sejam desenvolvidos in-house, é importante que todos os elementos de nossa operação estejam ligados uniformemente", afirma a executiva.

Os estúdios de animações da DreamWorks também funcionam como um laboratórios de novas soluções desenvolvidas pela HP. Segundo destaca a Swanborg, a empresa já tem em seus data centers placas que usam o Moonshot, novos servidores que usam uma nova arquitetura de dados, resultando em tamanho e consumo energético reduzido.

"É uma parceria que beneficia ambos os lados. A HP observa como seus produtos se comportam em uma operação em que alto desempenho é exigido e, no nosso caso, temos acesso a tecnologias inéditas, o que pode nos dar uma vantagem competitiva", explica.

Quanto à parte de arquitetura, Swanborg admite que esse é o grande desafio computacional do mercado e também da Dreamworks para o futuro. De acordo com a executiva, os data centers atuais do estúdio contam com o mesmo footprint do projeto implantado lá em 2001.

"Mesmo assim, com essa mesma arquitetura, pudemos otimizar nossa operação de forma significativa. Temos um consumo energético inferior ao que gastávamos há dez anos atrás, com cerca de 40% mais poder computacional", destaca.

Nos próximos anos, em que o estúdio prepara animações como Kung Fu Panda 3, Os Penguins de Madagascar e The Croods 2, franquias que juntas faturaram cerca de US$ 3,83 bilhões em bilheteria, a empresa já estuda novas formas de usar novos ambientes e novas tecnologias, powered by HP.

De acordo com a executiva, a DreamWorks Animation ainda está nos familiarizando com o Moonshot e tecnologias como o Vertica (empresa de big data comprada pela HP em 2012), que servirão para otimizar as operações dentro de arquiteturas diferentes e mais ágeis.

"Estamos testando o Vertica para alcançarmos uma sensibilidade melhor e analisar melhor o que precisamos dentro deste nova proposta de infraestruturas convergentes que o Moonshot oferece. O plano é tonar o processamento mais rápido e inteligente, mas ainda não chegamos lá", finaliza.

Leandro Souza viajou São Paulo para o HP world Tour a convite da HP.