Dinheiro do Badesul quer promover o uso de Internet nas cidades do interior. Foto: flickr.com/photos/radamesm

O Badesul, banco estatal de fomento gaúcho, liberou uma verba de R$ 6 milhões para projetos de cidades digitais de até 17 cidades gaúchas.

A verba é destinada a cidades de até 50 mil habitantes [454 dos 493 muncípios gaúchos se enquadram na categoria] em um valor máximo de até R$ 350 mil. 

A exigência de contrapartida das administrações municipais é de 10%. O projeto tem apoio da Procergs e acontece no âmbito do Programa RS Mais Digital do governo do estado do Rio Grande do Sul.

Os projetos deverão ser encaminhados até o dia 18 de julho e o resultado será divulgado no dia 15 de agosto.

Os recursos deverão ser aplicados exclusivamente em hardware, não estando cobertas a aquisição de softwares e aplicativos de serviços.

As cidades candidatas serão avaliadas em um sistema com até 100 pontos, sendo a maior quantidade [30] atribuída em relação inversa ao Idese, índice de desenvolvimento similar ao IDH avaliado pela Fundação Gaúcha de Economia e Estatística.

Outros critérios são o percentual de alunos da rede pública, postos de saúde e órgãos municipais interligados pelo projeto, além de percentual da população rural contemplada e pontos de acesso gratuito.

Se nos critérios [cidades pequenas com baixo nível de desenvolvimento] o programa gaúcho segue as linhas da iniciativa federal de cidades digitais, em termos tecnológicos ela é menos rígida.

O programa Cidades Digitais de Brasília, que tem recursos de R$ 201 milhões e já selecionou 342 municípios, banca a infra de telecomunicações, mas também inclui no pacote software oferecido pelo Serpro na nuvem, incluindo o sistema de gestão para prefeituras e-Cidades.

Participam do Cidades Digitais federal 16 cidades gaúchas: Caçapava do Sul, Canela, Cerro Grande do Sul, Fontoura Xavier, Igrejinha, Itaqui, Rio Pardo, Rolante, Rosário do Sul, São José do Norte,  Candelária, Jari, Não-Me-Toque, Nova Bassano, Santo  ngelo e São Miguel das Missões.