Fernando Zamai, líder de cibersegurança da Cisco do Brasil. Foto: divulgação

Tamanho da fonte: -A+A

A Cisco, líder em segurança corporativa, anunciou o lançamento do Cisco Secure CyberHub, centro de inovação e experiências em segurança cibernética que, segundo a empresa, é o primeiro do gênero no Brasil.

Localizado dentro das instalações do Distrito Fintech, em São Paulo, o novo centro deverá permitir a experimentação de cenários complexos de ataque e defesa, trazendo conceitos e tecnologias de segurança cibernética.

O espaço reunirá informações em tempo real sobre ataques, resposta a incidentes e soluções tecnológicas para empresas, startups e governo em três ambientes com recursos audiovisuais para experiência.

O primeiro é o Red Room, dedicado a demonstrar a anatomia de um ataque, explorando suas etapas, os impactos do roubo de dados ao ransomware e o risco à vida. 

Já Blue Room é um ambiente que simula o funcionamento das defesas, onde se destaca a importância da inteligência, como, por exemplo, o trabalho do grupo de pesquisas em cibersegurança Cisco Talos e de uma arquitetura integrada que identifica e responde aos ataques no menor tempo possível.

Por fim, a Sala de Operações de Segurança é voltada a demonstrações das soluções, análises de malwares e simulações de sala de crise com orquestração de investigações de ameaças e automação das respostas.

O Cisco Secure Cyber Hub ainda inclui um espaço para startups residentes, interessadas no desenvolvimento de soluções baseadas em tecnologia e API de segurança, Cisco SecureX/DevNet, que viabiliza a integração e cooperação entre soluções Cisco e de parceiros.

Além disso, o novo espaço deve ajudar a promover a formação de profissionais em segurança cibernética, complementando os treinamentos já oferecidos pela Cisco Networking Academy.

O novo hub faz parte do Movimento CyberTech Brasil, também recém lançado pela companhia em parceria com o Distrito, plataforma de inovação aberta, com o objetivo de desenvolver o ecossistema de inovação para o setor de segurança cibernética no país.

De acordo com as organizações, a ideia é promover a conexão entre empresas, startups, governo, academia e demais organizações através de uma série de eventos, meetups, hackathons e programas de aceleração de startups focadas em cibersegurança. 

“O movimento CyberTech Brasil e, em especial o Cisco Secure CyberHub, colaboram para disseminar a cultura da cibersegurança preventiva e responsiva, ressaltando as boas práticas e as ferramentas necessárias para proteger empresas, dados e pessoas em um ambiente em que todos estamos sujeitos à ação de criminosos”, explica Fernando Zamai, líder de cibersegurança da Cisco do Brasil.

As companhias pretendem colaborar também na construção do primeiro banco de dados de startups de cibersegurança do país, o CyberTech Digital Hub, além do monitoramento contínuo e produção de conteúdos e relatórios sobre o setor no Brasil. 

“Com uma economia pautada cada vez mais na tecnologia, a questão da cibersegurança tornou-se ainda mais urgente. Como um dos maiores players do ecossistema brasileiro de inovação, o Distrito se sente incumbido a participar desse movimento”, afirma Gustavo Araujo, CEO e founder do Distrito.

Em breve, o Distrito deve lançar o Inside Cybertech Report, estudo com dados de investimentos de startups desse segmento; o Cybertech Digital Hub, plataforma de dados e conexão de empresas com startups; e o Cybertech Summit, um evento do setor que será realizado em outubro em parceria com a Cisco. 

Fundado em 2014, o Distrito conta com mais de 15 mil startups monitoradas e uma comunidade de mais de 600 startups, mais de 65 grandes corporações, 11 laboratórios corporativos de inovação e mais de 3 mil profissionais de inovação. 

Já a Cisco opera na América Latina desde 1993, contando atualmente com cerca de 2,5 mil funcionários e 5,7 mil parceiros. No Brasil, a empresa chegou no ano seguinte.