Hugo Barra. Foto: divulgação.

A Xiaomi anunciou para o Brasil uma parceria inédita com uma operadora para a venda de seus aparelhos. Depois de iniciar sua operação nacional dedicada somente a vendas por seu site, a Vivo é a primeira telecom nacional a oferecer os smartphones da marca chinesa.

Com a parceria, as lojas da Vivo em todo país passarão a vender o Redmi2, smartphone lançado no país em junho por R$ 499. Dentro do plano SmartVivo 2GB, que custa R$ 145 por mês, o aparelho sai por R$ 249. Já no modelo pós-pago, ele sai por R$ 679, bem acima do preço no site da Xiaomi.

A união de forças também é um marco para a Xiaomi, já que o Brasil é o primeiro mercado ocidental da companhia chinesa, que fez fama em seu país de origem com um modelo online e direto de comércio.

Para Christian Gebara, Chief Revenue Officer da Telefônica Vivo, a escolha da Vivo pela Xiaomi é um reconhecimento da liderança da operadora, primeiro lugar em market share segundo dados da Anatel, com 39% do mercado.

Para o vice-presidente Global da Xiaomi, o brasileiro Hugo Barra, a novidade anunciada foi uma resposta às solicitações dos Mi Fãs, que solicitaram a venda física do Redmi2, único smartphone da marca lançado no país até o momento.

“Além das compras por meio do site Mi.com, resolvemos levar a experiência de compra também para as lojas. A Vivo é o parceiro que queríamos, pois é líder no mercado brasileiro, oferece serviços de qualidade e a maior cobertura 4G”, finaliza Barra.

Na ocasião do lançamento do Redmi2, a Xiaomi já tinha admitido que estava em conversas com operadoras para levar seus produtos para lojas físicas, mas só agora fez um anúncio oficial.

Entretanto, nos meses de comercialização via web, a multinacional recebeu críticas de diversos consumidores que não gostaram do modelo de vendas da companhia. A empresa passou por indisposições com fãs com seus eventos semanais de vendas, com data e horário específico. Muitos não gostaram da espera para conseguir o celular da empresa.

Nos eventos de venda, as quantidades disponibilizadas do celular acabavam rapidamente. Além disso, a empresa não revelou informações sobre o tamanho dos lotes colocados à venda.

Em meio à isso tudo, marcas concorrentes, como a também asiática Asus, aproveitaram para cutucar a Xiaomi, também vendendo seus produtos pela internet, mas sem restrições de horário.