Vem aí urnas virtualizadas? Foto: divulgação.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para as próximas eleições, avalia a possibilidade de usar redes virtualizadas para centralizar os dados das votações via urnas eletrônicas.

Conforme aponta matéria do site Convergência Digital, o tribunal pode fazer um piloto em um ano sem eleições majoritárias, como o caso dos pleitos municipais daqui a dois anos.

Segundo declarou o diretor da Citrix (empresa da qual o TSE é cliente) para América Latina e Caribe, Ricardo Além, uma possibilidade é a criação de uma cloud privada para a centralização dos dados.

De acordo com o executivo, o tribunal ainda mantém uma postura conservadora ao uso de nuvem para seus processos, pois as tecnologias precisam estar ajustadas 100% ao processo eleitoral.

"As urnas eletrônicas são um instrumento moderno, mas que têm fortes questionamentos. Se a virtualização for adotada podemos criar uma nuvem privada, com linhas dedicadas e com o uso da criptografia", diz o executivo.

Entretanto, em relação à parte de segurança, muitas tecnologias já se mostraram confiáveis no tratamento de dados sensíveis, mesmo em redes virtualizadas. Um exemplo é o do segmento financeiro, com caixas eletrônicos em redes privadas e o uso de soluções eletrônicas de pagamento.

"A virtualização dos caixas eletrônicos despontou como uma alternativa rápida. Os dados são migrados em tempo real para o data center da empresa. Não ficam mais armazenados nos dispositivos, o que ajuda a reduzir o número de ataques a esses dispositivos", explica Além.

Segundo dados do TSE, no primeiro turno das eleições, cerca de 530 mil urnas eletrônicas foram distribuídas em todo o país, atendendo mais de 143 milhões de brasileiros.