TIM vende antenas. Foto: divulgação.

Depois de um ano de tratativas, a TIM Brasil finalmente fechou a negociação de 6.481 torres de comunicação no Brasil e na Itália, em um contrato de cessão para American Tower firmado em R$ 3 bilhões.

Com a venda, a companhia superou o valor esperado na negociação, que era de aproximadamente R$ 2 bilhões. A transação é parte de um plano estratégico para levantar € 4 bilhões e reduzir assim seu endividamento líquido.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários na noite da sexta, 21, a TIM Brasil destaca que o acordo com a American Tower inclui um contrato de locação das torres para a TIM por um período de 20 anos. O negocio deve ser concluído no primeiro semestre de 2015.

Em diversas ocasiões, tanto o CEO da Telecom Italia, Marco Patuano, quanto o da TIM Brasil, Rodrigo Abreu, afirmaram que o dinheiro da venda das torres poderia ser empregado para garantir o pagamento da TIM no leilão do 4G em 700 MHz, assim como a implementação desta rede.

O futuro da TIM está sobre a mesa há vários meses. A necessidade de venda da TIM se deu devido às mudanças no quadro acionário da operadora, já que a Telefónica - dona da Vivo - passou a ser a controladora da Telecom Itália - dona da TIM. A legislação brasileira e suas regulações antitruste impedem que um mesmo grupo detenha duas telecoms.

No final de outubro, Claro e Vivo firmaram um acordo com o banco PTG Pactual para encaminhar a compra da TIM Brasil, e repartir a empresa em três, dividindo a operação entre as duas e a Oi.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, o valor da transação não foi fechado, mas pode alcançar R$ 31,5 bilhões, se tornando o maior negócio no setor no país. O valor compreende o pagamento de R$ 30 bilhões, mais prêmio de 5% pago aos acionistas, incluindo minoritários. Semanas depois, o negócio acabou não seguindo adiante.