Fernanda Weiden.

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A Acesso Digital, empresa que desponta como líder no segmento de biometria facial no país, acaba de fazer uma contratação de peso para liderar sua área de engenharia.

A nova VP de Engenharia é Fernanda Weiden, que até maio de 2019 era diretora de Engenharia de Produção do Facebook na sede em Menlo Park.

Ela vai trabalhar a partir de Zurique, na Suíça, onde mora atualmente.

No Facebook, Weiden era responsável pela escalabilidade, performance e eficiência de apps como Facebook, Instagram e Whatsapp.

A informação da contratação é do site Startups.com.br, fundado recentemente por Gustavo Brigatto, jornalista que cobria o setor de tecnologia para o Valor Econômico.

“O objetivo é montar o time de engenharia mais forte do Brasil”, disse Weiden ao site. A primeira meta é dobrar o tamanho da equipe, para 140 pessoas.

Weiden mora nos Estados Unidos há 15 anos e estava no Facebook há sete. Antes, esteve seis anos no Google, em um cargo de gerência.

No Brasil, Weiden trabalhou na IBM, onde era responsável pelas relações com a comunidade open source da multinacional.

Weiden foi membro do conselho da Fundação Software Livre América Latina e trabalhou na organização do Fórum de Software Livre, evento hoje extinto que era um dos maiores do segmento no mundo.

Capital para cumprir a promessa de Weiden não deve faltar. A Acesso Digital acaba de levantar R$ 580 milhões em rodada série B liderada pelo Softbank e pela General Atlantic.

Fundada em 2007, a Acesso Digital se define como “a primeira IDTech brasileira”. 

IDtech é como se definem as startups com soluções de biometria, dentre as quais as de biometria facial estão no momento em alta.

A Acesso Digital começou na área de assinatura eletrônica e nos últimos anos colocou as fichas em biometria facial, inclusive a meta de "se tornar o SPC quando o assunto é reconhecimento facial”.

A empresa afirma já ter informações que permitem identificar um terço da população economicamente ativa do país (a Acesso Digital não abre o número exato mas isso é cerca de 30 milhões de pessoas). 

Bancos digitais como Neon, Digio e Banco CBSS já são clientes da companhia.

MERCADO EM ALTA

O mercado de identificação, ou biometria, é quente, devendo chegar a R$ 1 bilhão até o fim do ano até o final do ano, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital (Abrid).

Um dos mercados mais quentes é o de bancos e fintechs, que usam o reconhecimento do rosto como uma forma de evitar fraudes. Outros são o varejo e o comércio eletrônico.

No ano passado, Itaú, Banco Pan, Nubank, SulAmérica, Gol, Viajanet e outros anunciaram projetos na área, muitas vezes sem abrir quem é o fornecedor.

Outros concorrentes vem despontando, embalados por dinheiro de fundos de investimento. 

Uma das que mais levantou dinheiro foi a Idwall. Fundada em 2016, a companhia já recebeu R$ 51 milhões em três rodadas de investimento. A empresa já conta com clientes como Loggi, Movida, Cielo, Banco Original, OLX, entre outras.

A Unike Technologies, uma startup de biometria facial, captou na semana passada um aporte de R$ 3 milhões, em uma transação liderada pela Reussite, fundo liderado por Isaac Lazera, sócio da Extrafarma.

Em junho, a Payface, uma startup de pagamentos por reconhecimento facial, captou R$ 3 milhões em rodada seed liderada pela empresa BRQ Digital Solutions, o fundo Next A&M e a aceleradora Darwin Startups.