Alexandre Viola, CEO da Justto. Foto: Divulgação.

A Justto, startup voltada para automação do setor jurídico, acaba de receber R$ 2,5 milhões do Fundo Criatec 3, criado pelo BNDES e gerido pela Inseed Investimentos. 

Fundada em 2012, a empresa automatiza o processo de negociação de acordos judiciais, sobretudo em casos do direito do consumidor e direito trabalhista. 

O recurso do aporte será destinado tanto para ampliação das ferramentas de inteligência artificial e machine learning da solução, quanto para marketing e vendas.

A solução surgiu a partir da vivência dos advogados Alexandre Viola e Michelle Morcos, que buscaram construir o sistema para resolver as demandas de seu trabalho. Inicialmente, criaram a primeira câmara de arbitragem online do Brasil - a Arbitranet - que evoluiu para a construção da atual plataforma de automação de negociação de acordos.

O sistema da Justto utiliza dados históricos de processos e a política de acordo de cada cliente para montar automaticamente uma estratégia de abordagem e acordo personalizada. 

A ferramenta então entra em contato com o pleiteante de forma automática (por meio de canais como SMS, e-mail, Whatsapp, etc), enviando ofertas e capturando contrapropostas com o objetivo de encerrar disputas judiciais e extrajudiciais por meio de um acordo. Feito o acordo, a ferramenta gera os documentos finais para encerrar a causa.

A plataforma de automação de acordos é comercializada no modelo de serviço. A mensalidade varia de acordo com o número de novos casos criados na plataforma.

O sistema é utilizado por escritórios de advocacia como Cabanellos Advocacia (RS), Pires e Gonçalves (SP), Queiroz Cavalcanti (PE) e Fragata e Antunes Advogados (MG), mas também por empresas como Banco Bonsucesso, CVC, Nestlé e Yamaha. 

Em 2017, o total negociado na Justto foi de R$ 172,3 milhões. A empresa estima que a economia obtida por seus assinantes passou de R$ 12 milhões.

A Justto tem 21 colaboradores em escritórios em São Paulo e São José dos Campos.