Vem aí o Open Sine? Foto: Pedro Ventura / Agência Brasília

O Ministério da Economia está projetando abrir para a iniciativa privada os dados dos cadastrados no Sistema Nacional de Emprego, que tem hoje informações curriculares de 27 milhões de desempregados.

A ideia foi batizada de “Open Sine”. A ideia é que empresas com programas próprios de recrutamento, agências privadas de emprego e desenvolvedores de um número crescente de aplicativos voltados para o mercado de trabalho possam usar as informações.

Os estudos começaram a ser desenvolvidos na nova secretaria especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, do Ministério da Economia. 

Chefiada pelo economista Carlos da Costa, a secretaria herdou parte das atribuições do antigo Ministério do Trabalho, que foi extinto na gestão do presidente Jair Bolsonaro.

A ideia tem sido explicada com um “Tinder do Trabalho”, no qual empresas teriam dados para dar “match” em potenciais contratados.

“Essas empresas não fizeram isso até hoje porque não tinham acesso aos dados e porque não viam oportunidade, com o governo querendo fazer tudo, querendo captar a vaga, ir na empresa. Temos que facilitar, em vez de atrapalhar”, explica Costa.

Os dados do Sine são coletados pelo Sine, por exemplo, quando o trabalhador faz o registro no seguro-desemprego.

A abertura seria voluntária. Ainda não há informações concretas de quando ela poderia acontecer, quanto dos dados estarão disponíveis ou de que forma.