NUVEM

AWS é a primeira na nuvem do Serpro

25/03/2020 10:42

Empresas fecharam um contrato de R$ 71,2 milhões por cinco anos. 

Serpro quer ser o "cloud broker" do governo. Foto: Serpro.

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A AWS se tornou a primeira grande companhia de computação em nuvem fechar um acordo com o Serpro, que tem planos de se tornar um intermediário desse tipo de soluções para órgão de governo, atuando como um “cloud broker”.

O contrato inclui nuvem em infraestrutura (IaaS), plataforma (PaaS) e software como serviço (SaaS), por um período de cinco anos, por R$ 71,2 milhões, e foi divulgado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 23.

O Serpro valeu-se da Lei das Estatais, que prevê em seu artigo 28 a possibilidade de dispensa de licitações, em casos nos quais a empresa contratada tenha “características particulares, vinculada a oportunidades de negócio definidas e específicas”.

No final do ano passado, o Serpro abriu um chamamento público aberto pela para buscar fornecedores interessados em um projeto de multinuvem, o chamado Serpro Cloud.

No site do produto, o Serpro anuncia hoje que tem disponível a solução da VMware, e afirma que "os demais fornecedores estão em negociação e em breve estarão disponíveis".

A lista dos fornecedores a serem fechados inclui ainda OpenShift, Google Cloud, Azure, Oracle e a própria AWS.

De qualquer forma, o fato da AWS ter sido a primeira mostra que a empresa está sendo mais sucedida que as demais em se aproveitar da abertura do governo para aquisição de computação em nuvem, um fato novo no cenário de tecnologia no país.

No ano passado, a AWS, por meio de uma parceria com a Claro/Embratel, foi a vencedora da primeira grande licitação desse tipo, organizada pelo Ministério do Planejamento. 

No formato registro de preços, a licitação resultou em 23 contratações, 10 delas de órgãos que constavam da ata original e mais 13 que aderiram à licitação depois. Como resultado, o pregão de R$ 29,9 milhões já alcançou R$ 55 milhões em contratações de serviço.

Estão previstas migrações para a AWS em órgãos tão diferentes como  Ministério da Fazenda, Cade, Polícia Rodoviária Federal,  Agência Nacional de Águas, Conselho Nacional de Justiça, INSS e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

O prazo para aderir a essa ata, no entanto, está acabando, e parece que o Serpro se prepara para ocupar o espaço de fornecedor de nuvem para o governo. 

O sucesso dessa abordagem para a AWS dependerá da capacidade da estatal de fechar os contratos.

A atuação como "cloud broker" é só uma pequena parte de uma virada estratégica de grande porte no Serpro.

Também no final do ano passado, a empresa começou a cadastrar fornecedores para desenvolvimento de software em uma ampla gama de tecnologias, preparando o que parece ser um movimento de terceirização.

A estatal lista 34 tópicos nos quais as empresas podem se cadastrar, cada uma com diferentes tecnologias.

A lista vai desde 13 diferentes linguagens de programação até componentes de assinatura digital, passando por plataformas de gerenciamento de projetos, frontends, CMS, middleware, testes automatizados e mensageria.

A estimativa é de uma economia de até 50% do "esforço" das equipes internas do Serpro, percentual que costuma ser utilizado nos “processos de codificação”.

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