Hugo Barra, brasileiro vice-presidente da Xiaomi. Foto: Divulgação

A fabricante chinesa de eletrônicos Xiaomi revelou os planos de expandir sua atuação no mercado de smartphones e conquistar uma fatia das vendas no Brasil. A promessa é que a empresa chegue ao país ainda neste ano.

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, 23, a empresa revelou que países como Rússia, Índia e Brasil passarão a receber a linha de produtos da companhia. Além desses países, Vietnã, Turquia, México, Malásia, Filipinas, Indonésia e Tailândia também passarão a comercializar os produtos da empresa, que é reconhecida como "Apple da China". A informação é do Tecmundo.

O anúncio foi feito por Bin Lin, presidente e cofundador da Xiaomi. “Vocês podem certamente chamar isso de ‘expansão’”, afirmou durante conferência realizada na capital chinesa.

Os celulares da Xiaomi são vendidos por US$ 130 a US$ 410, preço muito menor do que os US$ 740 do modelo mais barato de iPhone, o 5C, ou que um Samsung Galaxy Note II, que pode ser vendido a US$ 570.

Além dos smartphones, a empresa conta ainda com TVs, box de conteúdo, roteador e tablets.

A estratégia da Xiaomi é manter os produtos em catálogo mais tempo que os concorrentes, além de faturar vendendo acessórios como diferentes tampas traseiras e baterias extra ao comprar o celular.

Outra particularidade frente as demais fabricantes de celulares de baixo custo é investir em serviços, pelo menos no mercado chinês.

Ainda em fevereiro desse ano, a empresa divulgou suas prospecções para 2014. O objetivo é comercializar 40 milhões de smartphones até o final do ano, mais do que o dobro do número vendido no ano passado.

Para o executivo Lin, até 2015, as vendas devem aumentar cinco vezes mais (para 100 milhões de telefones).  A fala do executivo faz sentido se levados em conta os números registrados pela Xiaomi. Em apenas um dia de venda, em 8 de abril, a companhia comercializou o equivalente a US$ 240 milhões em vendas online.

Outro reforço para a atuação da chinesa no Brasil foi a contratação de Hugo Barra, em agosto de 2013. O brasileiro Barra liderava o desenvolvimento Android no Google. Ao ir para a Xiaomi, ele passou a ocupar o cargo de vice-presidente.

Fundada em 2010, a empresa foi avaliada, já em seus primeiros três anos de existência, em aproximadamente US$ 10 bilhões. Em 2013, a empresa cresceu 160%, atingindo 18,7 milhões de unidades e um faturamento de US$ 5,22 bilhões. A título de comparação, a Apple fechou o ano com 150 milhões de iPhones vendidos.

O crescimento de vendas da Xiaomi excede em muito as projeções para o mercado mundial de smartphones, para o qual estima-se expansão de 18% ao ano até 2016, segundo a empresa de pesquisa Canalys.