FORTI

Universidades colaboram em TI

25/05/2015 17:49

ForTI, que une 15 instituições de ensino gaúchas, quer repetir em maior escala o bem sucedido modelo de negociação de um contrato feito com a Adobe no ano passado.

Carlos Schwartzhaupt, presidente do ForTI.

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Um grupo de instituições de ensino superior gaúchas está liderando uma mobilização de negociação coletiva que pode ter um impacto significativo nas compras de TI no segmento educacional do Brasil.

O Fórum de TI das Instituições de Ensino Superior Comunitárias e Filantrópicas do Rio Grande do Sul (ForTI), que une 15 instituições de ensino gaúchas, quer repetir em maior escala o bem sucedido modelo de negociação de um contrato feito com a Adobe no ano passado.

Na ocasião, oito instituições ligadas ao grupo fecharam um contrato com a multinacional envolvendo 30 mil máquinas, em uma negociação intermediada pelo canal gaúcho CGK.

Não foram abertos valores, mas Feevale, Unisinos, PUC-RS, Unisc, Univates, UPF e Unijuí obtiveram um desconto significativo em um contrato de três anos para uso de softwares da multinacional nas áreas de design, web, vídeo e fotografia, através do Adobe Creative Cloud.

“Pela própria característica da nossa atividade, as universidades são grandes compradoras de tecnologia, para uso em laboratório por alunos, por exemplo. O problema é que o modelo de cobrança das empresas fornecedoras não reconhece nossas particularidades”, explica Carlos Schwartzhaupt, presidente do ForTI.

Nesta semana, o ForTI fez o seu segundo seminário anual em São Leopoldo, reunindo, além de representantes das 15 instituições fundadoras, outros 15 gestores de TI de instituições de ensino de outras partes do país, como a paulista PUC-SP, a catarinenses Unisul e Univali e a paranaense Unicuritiba.

De acordo com Schwartzhaupt, em conversas o grupo já identificou outros softwares que poderiam ser alvos de uma negociação coletiva nos moldes da feita com a Adobe.

As universidades comunitárias gaúchas mantém uma tradição antiga de diálogo e ação coletiva. As participantes do ForTI replicaram a partir de 2005 em nível de tecnologia a  Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung), no qual o debate acontece em nível de reitoria desde 1993.

Foi justamente a existência do Comung, que tem uma pessoa jurídica atrelada ao seu nome, que possibilitou a concretização do negócio com a Adobe. Outras iniciativas do gênero costumam naufragar por problemas administrativos decorrentes da falta de um intermediário desse tipo.

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