João Grandino Rodas, reitor da USP. Foto: divulgação.

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A Universidade de São Paulo (USP) está investindo US$ 200 milhões em um projeto de cloud computing. O Cloud USP permitirá que docentes, alunos e funcionários acessem informações pela web com qualquer dispositivo móvel.

Segundo a instituição, a USP é a primeira do setor no Brasil a utilizar intensiva e institucionalmente um sistema de computação em nuvem.

A iniciativa já é comum nas rotinas de universidades do exterior, como Harvard, Stanford e Massachusetts Institute of Technology (MIT), e empresas como Google, Amazon e Microsoft, entre outras.

Segundo matéria da Computerworld, o projeto teve início há cerca de um ano e meio e os principais benefícios, segundo a USP, serão em relação à economia de recursos e à visibilidade da própria universidade.

A computação em nuvem deverá atender a questões de sustentabilidade como obsolescência, lixo eletrônico, energia, segurança digital e patrimonial, conforme destaca a instituição.

O programa garante ainda cópias de segurança realizadas por equipes especializadas.

“A decisão de implantar um projeto dessa magnitude, pioneiro e arrojado, é uma das várias decisões estratégicas da gestão para fazer com que a USP tenha lugar cativo entre as universidades de ponta mundiais”, destaca o reitor João Grandino Rodas.

COMO FUNCIONA

Os órgãos que centralizam os sistemas de computação da USP são o Centro de Computação e Eletrônica (CCE), no campus de São Paulo); Centro de Informática do campus “Luiz de Queiroz” (Ciagri), em Piracicaba; Centro de Informática de São Carlos (Cisc); e o Centro de Informática de Ribeirão Preto (Cirp).

Além desses, existem os Centros de Processamento de Dados (CPDs) em algumas Unidades da Universidade, que foram construídos para suprir necessidades específicas.

Com o Cloud USP, tais centros serão reunidos em Internet Data Centers (IDCs), que deverão abrigar um conjunto de supercomputadores formando a chamada “nuvem”.

A Cidade Universitária “Armando de Salles Oliveira”, por exemplo, terá dois IDCs, um no campus e outro que será construído em uma área externa próxima. Cada campus do interior também terá o seu IDC.

O programa na nuvem terá três domínios: corporativo, educacional e científico.

No corporativo, estão os serviços de e-mail, pagamentos, recursos humanos, gerenciamento de disciplinas e notas, emissão de diplomas e certificados, convênios e contratos. Todos poderão ser ofertados em dispositivos móveis e computadores thin-client nas unidades e nos campi.

O domínio educacional abrigará os serviços voltados à atividade essencial da Universidade — graduação, pós-graduação, pesquisa e extensão universitária.

A adoção de meios eletrônicos em práticas pedagógicas presenciais oferecerá conteúdos educacionais na forma de mídias digitais. No campo da extensão, por exemplo, universidade vai tornar disponível o serviço “abra virtualmente”, com a digitalização e liberação online de seus acervos de suas bibliotecas e museus.

No domínio científico, os serviços serão voltados à atividade de investigação científica, tanto com ênfase no armazenamento massivo de dados quanto no processamento computacional intensivo.

Dentro do conceito do e-science, o Cloud USP permitirá, por exemplo, a coleta de informações para os rankings internacionais de avaliação de universidades.