Para a Proteste, aparelho da Sony melhor autonomia de bateria. Foto: Divulgação.

A Proteste - Associação de Consumidores testou cinco ultrabooks híbridos para avaliar a melhor relação entre qualidade e preço do equipamentos. O melhor do teste foi o Sony Tap 11. Os outros avaliados foram Lenovo Flex 14, Acer Aspire P3, Asus TAICHI21 e LG SlidePad 11T540.

O modelo da Dell não integrou o teste pois não foi encontrado nas lojas físicas e o longo prazo de entrega das lojas virtuais inviabilizou a participação. O aparelho da HP também não foi avaliado pela indisponibilidade no período da compra.

A associaçao constatou que a diferença de preço entre os modelos pode chegar a R$ 2.640. 

Os preços mais baixo é o do ultrabook Lenovo, quanto o ultrabook híbrido mais caro é o da Asus. A publicação afirma que com o valor que se pagaria pelo Asus, seria possível comprar dois Lenovo (e ainda ter troco). 

O aparelho da LG foi considerado um pouco inferior aos demais, principalmente por seu adaptador de vídeo. 

O Sony Tap 11 foi escolhido como o melhor da avaliação. Para a Proteste, ele tem boas configurações e a melhor autonomia de bateria. 

No entanto, seu preço é elevado: varia de R$ 4.540 a R$ 5.999. 

O aparelho escohido como “a escolha certa” da Proteste foi o Lenovo Flex 14, pois seu preço varia entre R$ 2.199 e R$ 2.899.

No teste de facilidade de uso, todos os produtos vêm de fábrica com o sistema operacional Windows, sendo a versão 8 nos produtos da Acer e Asus e o 8.1 no Sony, Lenovo e LG. Segundo o teste, os melhores de trabalhar são Sony e Acer.

Lenovo e LG se parecem bastante com os ultrabooks convencionais. O LG possui um botão chamado push, que automaticamente faz o produto "escorregar" e mostrar o teclado. 

Para fechar, não é necessário apertar novamente o botão, mas sim fechar, como um ultrabook normal. No da Sony, pode-se usar o touchscreen com os dedos, mas a caneta aumenta a precisão.

Nos testes com jogos e gráficos 3D, que inclui a função de assistir flimes, foram avaliadas as funções de vídeo, sobretudo se permitiam rodar jogos e gráficos 3D com eficiência. 

Os equipamentos avaliados fornecem suporte mínimo aos recursos OpenGL, uma interface de programação de aplicações (ou API) usada na computação gráfica para o desenvolvimento de aplicativos gráficos, ambientes 3D e jogos. Porém, trata-se de um padrão para equipamentos novos com plataforma Windows. 

Mesmo sendo compatíveis com o DirectX (um API desenvolvido pela Microsoft e que faz a mesma função do Open GL), isso não quer dizer que os ultrabooks rodam jogos com gráficos pesados. 

Pelo contrário: eles não são voltados aos gamers. A Proteste reforça que os equipamentos também não devem ser usados para manipular imagens ou editar vídeos, já que o desempenho será baixo. Por outro lado, assistir a filmes será uma experiência agradável.

Para a avaliação, a associação checou e comparou a qualidade dos componentes instalados nas máquinas, como placa-mãe, rede, memória cache, mouse, teclado e velocidades do processador e de leitura da memória RAM.

A avaliação da Proteste mostra que, mesmo com o melhor produto, a Sony pode ter problemas de mercado por causa do preço.

A Sony, assim como outras empresas japonesas, como Panasonic e Toshiba, está enfrentando dificuldades em outros segmentos para lutar com companhias como Apple e Samsung. 

Um artigo da Economist relata que, em 1982, a revista fez uma publicação sobre as gigantes japonesas que iriam conquistar o mundo como novos gadgets que empolgavam, como câmeras de vídeo, maquinas de fax e cd players. Apesar disso, nos últimos anos elas não tem provocado grandes reviravoltas no mercado.