GIG ECONOMY

Estudo: Uber paga uma miséria

25/09/2018 07:37

Uber não é opção de longo prazo. Foto: Pixabay.

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Pessoas trabalhando com a intermediação de aplicativos como o Uber estão ganhando cada vez menos, com valores médios abaixo da pobreza, que não oferecem um substituto para as formas mais tradicionais de trabalho.

É o que aponta um estudo do JP Morgan Chase Institute, que analisou a movimentação de 39 milhões de contas bancárias do banco Chase nos Estados Unidos, de outubro de 2012 até março de 2018.

Para entrar no estudo, as contas deveriam ter pelo menos cinco débitos por mês, uma indicação de que eram significativas para os donos.

Desse total, 4,5% recebeu depósitos de um total de 139 empresas que trabalham no modelo do Uber no último ano, comparado com apenas 2% nos 12 meses antes de setembro de 2013.

Quase todo o crescimento veio de aplicativos de transporte como Uber e Lyft: 1% das contas recebe pagamentos desse tipo de empresas mensalmente, mais do que a combinação de todos os outros serviços juntos.

As porcentagens podem parecer baixas, mas fazendo uma extrapolação para a população americana como um todo, os dados indicam que milhões de pessoas estão se engajando nesse tipo de serviço.

Na média, as contas de trabalhadores da gig economy receberam US$ 828 em pagamentos, cerca de 20% abaixo da média de US$ 1 mil registrada em 2015. 

Nas cifras atuais, o rendimento total anual fica em cerca de US$ 10 mil, o que é abaixo da linha da pobreza para uma pessoa nos Estados Unidos, situada hoje em US$ 12 mil (para uma família de três pessoas, a linha fica em US$ 24 mil).

Entre os profissionais que só trabalham com aplicativos de transporte, a cifra é ainda pior, ficando em US$ 783, contra US$ 1,135 em 2015 e US$ 1,469 em 2013.

Mesmo na ponta, entre os 10% de motoristas que mais ganham, e, portanto, dirigem mais horas, a média de ganhos caiu de US$ 4 mil mensais em 2013 para US$ 2,5 mil.

Os participantes mais ativos, que dirigiram em pelo menos 10 meses consecutivos, também viram as médias caírem, de US$ 2,5 mil para US$ 1,277.

“Essas tendências sugerem que trabalho freelance em apps de transporte não é um prospecto promissor para aqueles que querem gerar renda suficiente para deixar um emprego tradicional”, resumem os pesquisadores.

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