ATENDIMENTO

Finep destina R$ 200 milhões para Indústria 4.0

25/09/2019 14:00

O Inovacred 4.0 possibilita o financiamento para empresas com faturamento anual de até R$ 300 milhões.

O MCTIC e a Finep tem um novo programa de fomento à Indústria 4.0. Foto: Marcio Nascimento/ASCOM-MCTIC.

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O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) tem um novo programa de fomento à inovação empresarial em áreas como internet das coisas, big data, computação em nuvem, segurança digital, robótica avançada, manufatura digital e aditiva, inteligência artificial e digitalização. 

O Finep Inovacred 4.0 vai disponibilizar, inicialmente, R$ 200 milhões na modalidade de crédito. A ideia é apoiar a formulação e implementação de Planos Empresariais Estratégicos de Digitalização que envolvem a utilização, em linhas de produção, de serviços de implantação de tecnologias da Indústria 4.0.

A iniciativa possibilita o financiamento para empresas com faturamento anual de até R$ 300 milhões.

Elaborada pela Finep em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e os ministérios da Economia (ME) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a ação visa estimular o aumento da produtividade da indústria no país, sendo a primeira iniciativa da Câmara Brasileira da Indústria 4.0, formada por mais de 30 entidades representativas do governo, empresas e academia. 

Ainda em fase piloto, o novo projeto está alinhado com a Ação de Fomento à Inovação em Internet das Coisas - Finep IoT, lançada em junho de 2018, com recursos da ordem de R$ 1,5 bilhão. 

O Finep IoT apoia, prioritariamente, projetos que resultem em inovações em produtos, processos e serviços baseados em tecnologias digitais. O objetivo é a integração de ambientes virtuais e físicos nos processos fabris, no agronegócio, no desenvolvimento urbano, na saúde e nas cadeias de serviços.

Com o lançamento do Finep Inovacred 4.0, o apoio à formulação e implementação de planos de digitalização em empresas produtivas de menor porte passa a ser realizado por meio de um novo modelo. 

“As operações do Inovacred 4.0 serão apoiadas de forma descentralizada por agentes estaduais credenciados pela Finep, garantindo capilaridade e democracia de acesso a recursos”, explica Waldemar Barroso, presidente da Finep. 

O modelo busca a simplificação dos processos de análise e acompanhamento das propostas, de forma a permitir maior agilidade na contratação e liberação dos recursos.

A proposta traz como diferencial a utilização de empresas integradoras, que concebem e implementam os planos de digitalização nas empresas produtivas. Especializadas na prestação de serviços de adaptação, customização e desenvolvimento de softwares; automação de processos de produção e gestão da atividade industrial, as empresas integradoras serão previamente credenciadas pela Finep, assim como seus serviços. 

Para o credenciamento, serão levados em consideração porte comprovação de capacidade e qualidade técnica e gerencial na implantação de planos de digitalização, além da recomendação de fornecedores de programas e equipamentos ligados às tecnologias da Indústria 4.0. 

“Em geral, uma empresa não consegue implantar uma solução que englobe tecnologias da Indústria 4.0 sem a consultoria de uma empresa integradora, de forma que esse é o grande diferencial do Finep Inovacred 4.0”, afirma Alberto Dantas, diretor de Inovação da Finep.

Os planos de digitalização submetidos devem ter valor máximo de R$ 5 milhões. O limite foi estabelecido com base em estudo realizado pela CNI, que estipulou em cerca de R$ 1,5 milhão – podendo chegar entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões - o valor médio de um plano de digitalização da Indústria 4.0, inclusive quando implementado por empresas de maior porte.

A Câmara Brasileira da Indústria 4.0 foi fundada em abril e é um órgão formado majoritariamente pelo governo e entidades semi-governamentais.

Nove participantes formam o conselho superior da Câmara: Ministério da Economia, Ministério de Ciência e Tecnologia, ABDI, FINEP, CNPq, Sebrae, Embrapii, BNDES, e, como a única representante da iniciativa privada, a Confederação Nacional da Indústria.

Doze entidades empresariais apoiam a iniciativa, incluindo na lista a Brasscom, que reúne o PIB de TI do país; a Anprotec, onde estão agrupados os parques tecnológicos e a Associação Brasileira de Internet Industrial, uma associação fundada em Joinville que aproxima indústria e players de tecnologia.

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