Rajeev Suri, executivo-chefe da Nokia. Foto: divulgação.

A Nokia Siemens Networks (NSN) inaugurou na quarta-feira, 24, sua primeira linha de produção no Brasil, em Sorocaba, com investimento de US$ 5 milhões.

É a 15ª operação do gênero aberta pela companhia no mundo, e nela serão fabricadas antenas para telefonia móvel com tecnologias 2G, 3G e 4G no país, tudo sob responsabilidade da Flextronics, informa o Valor Econômico.

Especializada em manufatura terceirizada de equipamentos eletrônicos, a Flextronics já é parceira da Nokia em diversos outros países para montagem de equipamentos.

No Brasil, a produção é voltada a suprir a demanda das operadoras para atender às exigências do governo federal quanto ao uso de equipamentos fabricados nacionalmente na implantação de suas redes 4G.

Conforme declarou ao Valor o executivo-chefe da Nokia, Rajeev Suri , a linha de montagem terá capacidade inicial para 15 mil equipamentos por ano, empregando 200 pessoas.

No país, a companhia já atende a clientes como Sky, Claro e Oi, que agora passam a contar com o reforço da unidade local, que pode fortalecer a carteira da Nokia também com a TIM, segundo especula-se no mercado, uma vez que a operadora ainda não divulgou seus fornecedores de 4G.

A Vivo usará produtos da Ericsson e da Huawei.

Conforme Eduardo Araujo, presidente da Nokia para América Latina, a produção local irá ajudará a companhia a reduzir o tempo de entrega dos produtos aos clientes, além de permitir reduções de preços, que podem ficar entre 6% e 8%, subindo para dois dígitos, dependendo de ações públicas de melhoria da infraestrutura do país.

A fabricação nacional demonstra a retomada da Nokia Siemens, após um período de altos e baixos.

No terceiro trimestre deste ano, a empresa divulgou crescimento de 5% nas vendas sobre o mesmo período do ano passado, com lucro de € 182 milhões.

Um ano antes, o resultado tinha sido um prejuízo de € 114 milhões.