Sharp agora é da Foxconn. Foto: divulgação.

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A Sharp confirmou na quinta-feira, 25, que aceitou a proposta feita pela taiwanesa Foxconn para a compra da empresa por 659 bilhões de ienes (US$ 5,9 bilhões).

O valor fechado pela aquisição é um pouco maior que a proposta inicial feita pela Hon Hai Precision Industry, de US$ 5,3 bilhões, realizada em janeiro.

Segundo analistas, esta é a maior aquisição de uma empresa japonesa concretizada por uma estrangeira naquele país.

Conforme revelaram fontes de mercado à Reuters, a Foxconn pretende agregar ao seu portfólio de tecnologias as patentes da Sharp para a fabricação de displays para dispositivos móveis.

A demora para o fechamento do negócio também se deu pela preocupação do governo japonês em vender o controle de uma de suas maiores fabricantes para um grupo estrangeiro, deixando suas tecnologias dentro do Japão.

A Sharp considerou uma proposta separada de um fundo apoiado pelo governo japonês, a Corporação de Rede de Inovação do Japão (INCJ).

A Sharp, que já foi líder em telas para smartphones e televisores, está em dificuldades nos últimos tempos, devido à insurgência de outros fabricantes asiáticos e os preços inferiores praticados por eles.

Para o ano fiscal 2015, a companhia previu um prejuízo de aproximadamente US$ 256 milhões, sendo que desde 2012 a empresa está no vermelho, com um prejuízo acumulado de quase US$ 8 bilhões.

A empresa recebeu uma segunda injeção de recursos avaliada em US$ 1,7 bilhão, mas tem mostrado poucos sinais de recuperação.